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SPFW reduz calendário e aposta em símbolos para marcar os 30 anos

A 61ª edição da São Paulo Fashion Week terá 24 desfiles e uma exposição de arte no Pavilhão das Culturas Brasileiras.

SPFW reduz calendário e aposta em símbolos para marcar os 30 anos
Foto: Divulgação

A São Paulo Fashion Week chega à 61ª edição com 24 desfiles, menos marcas na programação e uma exposição de arte no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no parque Ibirapuera. O evento encerra a comemoração de seus 30 anos e começa nesta terça (13), com desfile de Alexandre Herchcovitch na Fundação Armando Alvares Alvares Penteado, a Faap.

A edição é guiada por repertórios alegóricos e pela frase de Ailton Krenak: “o futuro não existe, nós apenas o imaginamos”. Para Graça Cabral, uma das fundadoras da SPFW e curadora do Inmode, os símbolos ganham força em períodos de transformação social.

Com curadoria de Hanayrá Negreiros, a exposição reúne 12 artistas e aborda imaginários brasileiros, afro-brasileiros e originários. Entre os nomes estão Goya Lopes, Aline Bispo e Silvana Mendes. O espaço também apresenta trabalhos de Alberto Pitta, Emanoel Araújo, Patrícia Kamayurá, Larissa de Souza, Jacqueline Paz e De Saturno.

Novo calendário

A semana de moda passou a ter calendário anual. O Rio de Janeiro concentra os desfiles no primeiro semestre, enquanto São Paulo fica com o segundo. A gestão é da IMM, empresa de entretenimento que também assumiu o Rio Fashion Week.

Paulo Borges, fundador e diretor criativo da SPFW, afirma que os eventos terão características próprias, mas podem trocar ideias. Uma das marcas presentes nas duas capitais é a Handred, que participou do evento carioca em abril e desfila no Cultura Artística na sexta (16).

A principal mudança está no número de marcas. A edição de outubro do ano passado teve 38 nomes; agora são 24. LED, Gustavo Silvestre, Walério Araújo e Weider Silveiro organizaram ou organizarão apresentações independentes fora da programação principal.

Borges diz que a seleção considera o desenvolvimento dos negócios, a produção, o público e a narrativa das marcas. Ele afirma que a organização acompanha o mercado há quase três anos e que nenhuma marca foi expulsa. Cada horário de desfile, segundo ele, custa mais de R$ 300 mil.

As estreantes são a Ammi, especializada em crochê, e a mineira Hisha, que participou do evento do Rio em abril. O enxugamento também reduziu a proporção de marcas comandadas por criadores negros. Daquelas ligadas ao projeto Sankofa, apenas a Santa Resistência permanece no calendário.

Antonio Castro, diretor criativo da Foz, apresenta sua coleção no próximo domingo (18). Após viajar de São Paulo a Maceió, ele passou a tratar a coleção como uma reflexão sobre deslocamento e pertencimento, com referências ao filme “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues, lançado em 1980.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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