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Filme espanhol conecta guerra, memória e exclusão em três épocas

Produção que abriu o Festival do Rio 2026 foi escolhida para representar a Espanha na corrida pelo Oscar 2027.

Filme espanhol conecta guerra, memória e exclusão em três épocas
Foto: Divulgação

A produção espanhola A bola preta acompanha histórias ambientadas em 2017, 1937 e 1932 para abordar identidade, sexualidade e pertencimento. O filme abriu o Festival do Rio 2026, foi destaque do Festival de Cannes e tem estreia prevista no Brasil para janeiro de 2027.

A narrativa começa quando Alberto, interpretado por Carlos González, encontra anotações deixadas pelo avô Sebastian, vivido por Álvaro Lafuente Calvo. Os registros levam o personagem a investigar o passado do familiar, com quem não tinha uma relação próxima, e a reconsiderar os motivos que o fizeram abandonar a carreira de dramaturgo.

Guerra e identidade

Na história de Sebastian, situada durante os conflitos que culminaram na Guerra Civil Espanhola, o personagem é obrigado a integrar um exército fascista. A rotina muda quando ele recebe a missão de vigiar um prisioneiro importante para os oficiais, interpretado por Miguel Bernardeau.

A convivência entre o guarda e o cativo evolui gradualmente. Sebastian tenta esconder o que sente enquanto procura proteger a própria vida e a do parceiro. A direção de Javier Calvo e Javier Ambrossi combina cenas de batalha com momentos íntimos e sentimentais.

A trama também acompanha Carlos, papel de Milo Quifes, que busca ser aceito em um clube restrito de homens poderosos. Ele é rejeitado por causa de sua sexualidade em um sistema de votação que utiliza bolas pretas, elemento que dá origem ao título. Mesmo excluído, o personagem insiste em tentar novamente.

As sequências musicais ajudam a alternar o drama e os conflitos de guerra. O elenco inclui Guitarricadelafuente, que também assina a música tema, Milo Quifes e Carlos González.

Elenco e lançamento

Penélope Cruz interpreta Nené Romero, atriz e cantora enviada para animar as tropas espanholas no front. A personagem ajuda Sebastian a lidar com a própria identidade em um ambiente militar marcado por preconceitos.

Glenn Close vive Isabelle Durand, uma acadêmica especializada em literatura espanhola que orienta Alberto na investigação sobre o legado do avô. Federico García Lorca também aparece na história, interpretado por Alberto Cortés.

Com produção de Pedro Almodóvar e roteiro dos próprios Javier Calvo e Javier Ambrossi, baseado na peça de Alberto Conejero, o filme foi escolhido para representar a Espanha na disputa por uma indicação de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027.

A obra tem 155 minutos de duração. Depois da metade, a tentativa de conectar todas as pontas reduz o ritmo e prolonga a narrativa. Ainda assim, o longa mantém como eixo o contraste entre a sensibilidade dos personagens e a violência dos períodos históricos retratados.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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