A participação de Laufey no Rock in Rio teve como um dos momentos centrais a interpretação de “Perdido de Amor”, de Luiz Bonfá. A cantora islandesa tentou cantar a faixa em português em uma homenagem à música brasileira, diante de um público formado por crianças, adolescentes e pais.
A apresentação marcou sua segunda vez no Brasil. Aos 27 anos, Laufey reuniu no Palco Sunset fãs atraídos por uma mistura de smooth jazz, pop e bossa nova. Antes de cantar, ela comentou a influência brasileira em seu trabalho: “Muito obrigada pela inspiração”.
O repertório foi guiado pelo romantismo e por letras sobre paixonites. “Lover Girl” abriu o show com a frase “Que maldição é ser uma garota que ama demais”. A maior parte das músicas veio do disco e da turnê “A Matter of Time”, em arranjos delicados, lentos e doces.
Referências visuais
O cenário combinou elementos de conto de fadas, da era de ouro de Hollywood e da tradição das divas de jazz. Em um trecho, Laufey tocou um piano de cauda com postura de princesa da Disney. Em outro, o telão ficou em preto e branco, enquanto ela cantou em um microfone vintage acompanhada pelos instrumentistas, em uma atmosfera de bar de jazz dos anos 50.
A cantora manteve a afinação e sorriu durante músicas como “Madwoman” e “From The Start”. A execução controlada, porém, deixou o show morno em alguns momentos, e o público passou a conversar mais ao longo da apresentação. As fãs continuaram respondendo com gritos.
A versão de Luiz Bonfá trouxe uma imperfeição ao conjunto cuidadosamente organizado. Fora esse momento, a banda e as músicas seguiram o planejamento, com um espetáculo descrito como bonito, apropriado para toda a família e sem gestos ou falas controversos. A proposta foi criar um conto de fadas no Rock in Rio.








