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Livro de Renata de Almeida reúne memórias de 50 anos da Mostra

“Antes que Eu Me Esqueça” combina bastidores, histórias de cineastas e a trajetória pessoal de Renata de Almeida no evento.

Livro de Renata de Almeida reúne memórias de 50 anos da Mostra
Foto: Acervo da Mostra de Cinema de SP/Divulgação

O livro “Antes que Eu Me Esqueça”, de Renata de Almeida, reúne memórias da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, relatos de bastidores e episódios da vida da autora ligados ao evento. A obra não é um almanaque, mas uma declaração de amor à Mostra e ao cinema.

Almeida começou a trabalhar na organização na 13ª edição, em 1989. Depois, iniciou um relacionamento com Leon Cakoff, criador e diretor do evento, e passou a dividir com ele a direção. A narrativa dedica um capítulo a cada edição desde então e relaciona a trajetória da Mostra ao nascimento dos dois filhos do casal e à morte de Cakoff, em 2011, vítima de câncer, aos 63 anos.

Cineastas e histórias de bastidores

O livro também registra a busca de Almeida por filmes e realizadores de várias partes do mundo. A Mostra enfrentou dificuldades para obter financiamento, os efeitos do Plano Collor, problemas para liberar filmes na alfândega, cancelamentos de convidados em cima da hora e a pandemia.

Ao longo de 50 anos, cineastas como Abbas Kiarostami, Manoel de Oliveira e Jia Zhangke retornaram a São Paulo. Emir Kusturica participou do evento, levou filmes e voltou depois para um show de sua banda, Kusturica & The No-Smoking Orchestra.

Wim Wenders foi à Mostra em 2008, selecionou 14 títulos, conversou com o público e levou “Palermo Shooting”, seu filme mais recente à época. A presença dos realizadores ajudou a formar a chamada “família Mostra”.

Quentin Tarantino esteve em São Paulo em 1992 com “Cães de Aluguel”. Naquele período, ainda pouco conhecido no Brasil, passou muitos dias na cidade e assistiu a uma maratona de filmes. Em outro episódio, ocorrido em 1995, Walter Salles ajudou convidados estrangeiros a encontrar táxis e traduziu conversas após um jantar. O diretor fazia parte do júri naquele ano e assina o prefácio do livro.

Como a Mostra mudou

A obra acompanha também a transformação dos métodos de trabalho. Nos primeiros anos, a organização dependia de telex, telefonemas internacionais e, depois, fax. Almeida e Cakoff viajavam a grandes festivais de cinema para negociar filmes e convidados. Falar com produtores orientais podia exigir telefonemas caros, com conexão difícil, às quatro horas da madrugada.

Durante muito tempo, o catálogo só era impresso quando o evento já estava em andamento. Nos primeiros 20 ou 30 anos, o público podia entrar numa sessão sabendo apenas que veria um filme polonês ou húngaro. Para a autora, essa incerteza fazia parte da descoberta de favoritos pessoais e de possíveis obras-primas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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