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MC Leozinho ZS chega ao topo com funk sobre periferias paulistas

Cego desde os oito meses, cantor colocou “Tá Pedindo Toma” entre as músicas mais ouvidas do país e lançou o álbum “Na Contramão”.

MC Leozinho ZS, de 26 anos, colocou “Tá Pedindo Toma” como a quarta música mais ouvida do país no Spotify. A faixa faz parte de “Na Contramão”, álbum lançado em julho deste ano.

Cego desde os oito meses de idade por causa de uma meningite, o cantor afirma que lida com a deficiência com naturalidade e está feliz com o momento da carreira. “Não levo a deficiência como um tabuzão”, disse.

A música reúne Murilo MT, DR, RN do Capão e Pelourinho, além do produtor JHOW BEATS. Leozinho escolheu os participantes, em sua maioria amigos da região do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, onde nasceu. A faixa tem como elemento comum entre os versos um Toyota Corolla, carro que o cantor diz sonhar em ter.

Produção musical

Leozinho mantém um home studio em casa e afirma dominar todas as etapas da produção, da composição à masterização. Ele aprendeu de forma autodidata e usa comandos de voz para operar programas de áudio.

O cantor conta que gosta de gravar a própria voz. Também já produziu beats, mas passou a deixar essa parte com os DJs, embora ainda dê sugestões.

Ele começou no funk há mais de uma década, quando letras de temática sexual estavam em alta. Depois de um período breve nessa vertente, migrou para o funk consciente, com composições sobre o cotidiano das periferias.

As músicas renderam elogios de MC Hariel e Neguinho do Kaxeta, que é apontado como ídolo e padrinho musical de Leozinho.

“Na Contramão”

O cantor diz que suas letras nascem de histórias ouvidas de amigos e de pessoas que encontra em diferentes espaços. Para ele, falar sobre a vida nas favelas paulistanas é algo natural.

O álbum recebeu esse nome porque contrasta com tendências do mercado voltadas à ostentação, ao luxo e aos bens materiais. Leozinho priorizou narrativas de superação e crônicas sociais. Entre as 12 faixas, “Tá Pedindo Toma” é a única voltada à dança.

“No 'Na Contramão' eu quis trazer uma música de festa”, afirmou o artista, que também quis manter o foco no funk consciente.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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