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Rashid diz que retorno ao Lollapalooza em 2023 veio após medo de novo cancelamento

Rapper também apresentou o álbum “Cumulonimbus” e falou sobre memória, batalhas de rima e posicionamento político no hip hop.

Rashid diz que retorno ao Lollapalooza em 2023 veio após medo de novo cancelamento
Foto: Rafael Peixoto/g1

Rashid afirmou que quase recusou uma nova participação no Lollapalooza por medo de ter outra apresentação cancelada. Depois de dois episódios, ele voltou ao festival em 2023 e descreveu a reação ao público como uma sensação semelhante à de uma vitória do Brasil na Copa.

O rapper havia sido convocado para o evento em 2022, depois da pausa provocada pela pandemia de coronavírus. Na ocasião, a apresentação foi novamente interrompida. A primeira experiência havia ocorrido em 2019, quando uma tempestade de raios obrigou a organização a parar o show.

“É cansativo viver momentos históricos. Que coisa bizarra”, brincou Rashid. Ele contou que atravessava um período pessoal difícil, relacionado à saúde da esposa, e que aquele show tinha uma importância que ia além do palco. Após a ajuda de uma amiga, aceitou retornar ao festival.

Novo álbum

A ideia de “Cumulonimbus” surgiu quando o artista percebeu que suas músicas apontavam para uma sonoridade mais pesada, ligada ao rap que o influenciou. O título remete às nuvens associadas a tempestades, raios e tornados. Para Rashid, o conceito representa o resgate de uma parte de sua identidade e de um estado de espírito.

O músico disse que o trabalho não foi criado como um disco de acusações, mas para colocar em evidência elementos de que gosta. O álbum tem participações de Emicida, Projota, Luedji Luna, Kamau, MC Neguinho do Kaxeta e Rael.

Rashid, que também é compositor e roteirista, afirmou que a memória está ligada à mensagem e ao território do hip hop. Ele citou Milton Nascimento como uma de suas principais referências e contou que dividiu a adolescência entre São Paulo e Minas Gerais.

Batalhas e trajetória

Para o rapper, as batalhas de rima cresceram e chegaram ao entretenimento, atraindo também pessoas que não necessariamente ouvem rap. Ele disse que essas disputas ajudam a formar artistas e público ao estimular o conhecimento sobre a história do movimento.

Rashid relembrou ainda o início da carreira, quando divulgava músicas pelo MySpace. Ao alcançar 5 mil plays, sentiu que havia conquistado seu próprio Grammy, embora as reproduções tivessem vindo de outras pessoas. Sobre as participações que grava, afirmou que busca manter um padrão próprio.

Ao falar de política, o artista disse que o rap já nasceu com posicionamento e associou o hip hop a uma ideologia de esquerda, ligada ao trabalhador e à população.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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