SÃO PAULO — Rochelle Jordan fará sua primeira apresentação no Brasil neste sábado (10), no Zig Festival. A cantora canadense chega ao evento com uma trajetória marcada pela combinação de R&B, drum and bass, house e UK garage.
A programação também terá a americana Slayyyter e a dupla Haute & Freddy. O festival será realizado na Zig, balada LGBTQ+ de São Paulo, descoberta por Rochelle durante os preparativos para a viagem.
Um repertório construído na pista
Rochelle começou a compor na adolescência e lançou várias mixtapes nos anos 2010. Seu primeiro álbum, “1021”, saiu em 2014, período em que ela enfrentou dificuldades com o contrato de uma gravadora e problemas de saúde. Depois disso, ficou afastada por um tempo.
A retomada veio sete anos depois, com “Play With The Changes” (2021). O álbum explorou diferentes vertentes da dance music e apareceu em listas de melhores do ano. O trabalho seguinte, “Through the Wall” (2025), recebeu uma repercussão ainda maior.
A artista diz que busca referências em nomes diferentes e vanguardistas, como Neptunes, Kelis e Aaliyah. Para ela, a criação envolve experimentar sem deixar de lado a acessibilidade. “No início, eu dizia [ao produtor KLSH]: 'Me dê a sua batida mais estranha', e conseguia escrever em cima disso”.
Neste ano, Rochelle foi convidada a fazer um remix de Mariah Carey em uma edição colaborativa do álbum “Glitter”. Também circula a possibilidade de que ela tenha inspirado Madonna na criação de “Confessions II”, mas a canadense afirma não saber se isso procede.
Beyoncé e a retomada da house
Rochelle acredita que “Play With The Changes” influenciou o pop e cita “Renaissance”, de Beyoncé, como um álbum que retomou sonoridades criadas por artistas negros. Ela afirma que ficou motivada pelo trabalho da cantora e que produziu “Through the Wall” também ouvindo Anita Baker e Aaliyah.
A cantora considera “Renaissance” um “álbum absolutamente incrível da diva de uma geração”. Ao falar sobre a possível influência de seu próprio trabalho, diz que a retomada da house e da disco representa o reconhecimento da participação negra na origem desses movimentos.
Expectativa para a estreia
Rochelle diz estar muito animada para tocar no Brasil depois de descobrir a relação do festival com a Zig. “Tenho que dar o meu melhor para as garotas!”.
Durante a visita, ela pretende reencontrar Liniker, que conheceu em um festival na Holanda há alguns meses. A canadense também quer conhecer mais da música brasileira, usando o Shazam para montar uma playlist, e experimentar a comida do país.
De família jamaicana, Rochelle afirma identificar semelhanças entre a culinária brasileira e a caribenha. Ela cita bananas da terra, frango, feijão e arroz entre os alimentos que gosta.








