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Política

Ben Affleck diz que política também é escolher o que revelar em “Sobrevivência”

Thriller sobre o desaparecimento de uma criança aborda falsas verdades, privilégios e a representação de comunidades latinas.

Ben Affleck diz que política também é escolher o que revelar em “Sobrevivência”
Foto: Divulgação/Netflix

Ben Affleck afirma que “Sobrevivência”, filme que dirigiu, coescreveu e protagoniza, usa uma história de desaparecimento para discutir como verdades são construídas e apresentadas ao público. “Temos o hábito de mentir, temos o hábito de apresentar uma falsa verdade”, disse o ator e diretor.

A produção acompanha um candidato a prefeito de Los Angeles cuja imagem pública combina casamento aparentemente feliz com Abigail, personagem de Kerry Washington, uma casa confortável e perspectivas políticas favoráveis. Essa aparência muda quando o filho do casal sai com a babá Cecília, interpretada por Adriana Paz, e Ramón, vivido por Luis Gerardo Méndez, namorado dela, mas não retorna.

Pessoas além dos estereótipos

O desaparecimento faz emergir dúvidas sobre as prioridades, os privilégios e as condições de vida dos personagens. O filme também aborda a relação com comunidades latinas e, para Affleck, deve permitir que diferentes espectadores reconheçam algo verdadeiro na história.

Kerry Washington, Adriana Paz e Luis Gerardo Méndez contribuíram para o roteiro. Affleck disse que pediu aos atores que escrevessem e desenvolvessem cenas, incorporando suas próprias vozes ao material.

A intenção, segundo ele, foi evitar que os personagens fossem tratados apenas como símbolos ou arquétipos. A produção busca mostrar pessoas com contradições e circunstâncias específicas, sem encaixá-las inteiramente em estereótipos.

Política e imagem pública

Embora não trate diretamente da política em todos os momentos, o filme relaciona o tema à forma como a vida dos personagens é exposta. Uma fala de Ramón resume essa tensão: “Nosso filho está nas mãos desses políticos gringos”.

Para Luis Gerardo Méndez, a frase se conecta a questões como aquecimento global, guerras e injustiças, além da situação de pessoas que não nasceram nos Estados Unidos, mas vivem no país. Ele afirma que, especialmente em Los Angeles, os personagens latinos enfrentam riscos e têm menos proteção.

Affleck também relaciona a política à construção de uma imagem familiar. Para ele, candidatos podem apresentar o casamento e a vida pessoal como argumentos para conquistar votos, enquanto o público não conhece completamente o que existe por trás dessa exposição.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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