O Sepultura reservou o penúltimo show no Brasil para um repertório inteiramente ligado à fase com Derrick Green. A apresentação aconteceu neste sábado (5), no Palco Mundo do Rock in Rio, durante a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”.
A seleção começou com “What I Do!” e incluiu “Choke” e “Means to an End”. Também foram tocadas músicas dos álbuns “Against” (1998), “Nation” (2001), “Roorback” (2002) e “Machine Messiah” (2017). O EP “The Cloud of Unknowing” (2025), com 4 faixas, foi apresentado na íntegra, e “Sacred Books” estreou nos palcos.
Uma noite sem clássicos da era Max
A proposta deixou de fora faixas associadas à formação anterior, como “Roots Bloody Roots”, “Ratamahatta”, “Arise”, “Territory” e “Attitude”. Elas estão ligadas a discos como “Chaos A.D.” (1993) e “Roots” (1996), álbum que colocou o grupo no cenário mundial.
Derrick Green assumiu os vocais em 1998, depois que Max Cavalera deixou a banda em 1996, após divergências. Andreas Kisser já havia dito que os fãs pediam um show concentrado nessa fase, mas que o grupo ainda não tinha encontrado uma oportunidade para realizar a ideia sem dividir a trajetória do Sepultura.
Mesmo sem esses sucessos, o público pulou, gritou o nome da banda, bateu cabeça, soltou sinalizadores e participou das rodas. Quando Andreas pediu “a maior roda de todas”, muitos fãs correram para a área diante do palco.
A energia também apareceu na atuação do baterista americano Greyson Nekrutman, de 24 anos. Andreas afirmou que “esta talvez seja a melhor turnê” e que ela estava acontecendo “melhor do que eles imaginavam”, mas não indicou mudança na decisão de encerrar a carreira.
O Sepultura tem 12 participações no Rock in Rio, empatado com Xutos & Pontapés. Entre as atrações musicais, fica atrás apenas de Ivete Sangalo, com 20 shows no festival.
A banda ainda fará apresentações pela América Latina antes do encerramento, marcado para 7 de novembro, em São Paulo. Nesse show, o grupo voltará ao setlist completo da turnê.








