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Shows e atividades culturais presenciais ganham público no Brasil

Pesquisa do Observatório Fundação Itaú mostra aumento da participação cultural, mas aponta diferenças de acesso entre classes sociais.

Shows e atividades culturais presenciais ganham público no Brasil
Foto: Bruno Santos/Folhapress

A participação dos brasileiros em atividades culturais presenciais aumentou neste ano. Levantamento do Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha, mostra que 88% dos entrevistados fizeram pelo menos uma atividade desse tipo nos 12 meses anteriores à pesquisa, contra 84% em 2025.

O estudo foi realizado entre 7 e 20 de julho deste ano, em 137 municípios de todas as regiões do país. Ao todo, 2.448 pessoas com idade entre 16 e 65 anos foram entrevistadas.

Shows de música tiveram uma das maiores altas, alcançando 51% dos participantes, ante 45% no ano passado. Também cresceram as visitas a centros culturais, de 26% para 32%; a museus, de 16% para 21%; e a exposições de arte, de 27% para 31%.

Eventos ao ar livre foram citados por 63% dos entrevistados, enquanto festas populares, típicas e folclóricas chegaram a 45%. O cinema e os espaços ligados ao patrimônio histórico registraram 39% cada. Atividades infantis foram mencionadas por 37%.

Pela primeira vez, a pesquisa perguntou sobre pontos de cultura e espaços comunitários, citados por 38%; rodas de samba, pagode ou choro, por 30%; e bailes funk, por 9%.

Diferenças de acesso

A participação foi maior entre as classes A e B: 97% realizaram alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses. Nas classes D e E, o índice foi de 82%. No cinema, a diferença foi de 63% contra 18%; no teatro, de 41% contra 17%; e nos museus, de 35% contra 14%.

Também houve distância entre os grupos em shows, com 64% nas classes A e B e 42% nas classes D e E. Nos centros culturais, os percentuais foram de 47% e 27%; nas bibliotecas, de 39% e 16%; e nos eventos ao ar livre, de 74% e 52%.

Um terço dos brasileiros, ou 33%, afirmou não ter equipamentos culturais na região onde mora. Ao mesmo tempo, 40% disseram ter participado de atividades no próprio bairro ou perto de casa nos últimos 12 meses, seis pontos percentuais acima do registrado em 2024.

Ruas e praças foram os locais mais citados, com 68%, seguidos por igrejas, com 61%, e parques, com 54%. Shoppings e equipamentos culturais apareceram com 43% cada, assim como as escolas. Entre as atividades realizadas nelas, 27% mencionaram feiras culturais e festas juninas ou folclóricas.

O custo foi apontado como o principal obstáculo por 35% dos entrevistados. Depois vieram insegurança e violência, com 30%, falta de tempo, com 23%, e cansaço ou desânimo, com 21%. Distância dos eventos e lotação tiveram 19% cada, enquanto falta de transporte foi citada por 16%.

No ambiente doméstico ou pela internet, ouvir música on-line liderou, com 85%. Filmes em plataformas de streaming foram mencionados por 76%, e séries online, por 73%. Novelas e podcasts tiveram 56% cada. Livros impressos chegaram a 54%, jogos eletrônicos a 43% e livros digitais a 38%.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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