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Vera Fischer Era Clubber leva pista, pós-punk e melancolia ao segundo álbum

Banda de Niterói amplia o uso de ritmos lentos e baixos marcados sem abandonar as letras sobre prazer e vida noturna.

Vera Fischer Era Clubber leva pista, pós-punk e melancolia ao segundo álbum
Foto: Filipe Braga/Divulgação

A banda Vera Fischer Era Clubber lançou o segundo disco nas plataformas de streaming nesta quinta-feira. O trabalho combina faixas sobre a vida noturna, referências ao pós-punk e momentos de menor velocidade, mantendo a eletrônica presente desde a estreia.

O baixo de Malu ganhou mais espaço no novo álbum, enquanto Vickluz responde pelos sintetizadores. Peco, responsável pelos beats, afirma que parte das músicas trabalha com ritmos mais lentos e menos batidas por minuto. A mudança aparece em “Feitiço”, faixa construída com teclados e sintetizadores que remetem à manhã seguinte a uma noite de festa.

Em “Amor de Anjo”, a banda retoma o ambiente das pistas e atualiza a combinação de vocais falados e bases eletrônicas associada ao grupo paulistano No Porn. A música também evidencia a presença mais marcada do baixo e a influência pós-punk assumida pelo quarteto.

Prazer e autoconhecimento

As integrantes, chamadas de “Veras”, se aproximam dos 30 anos. Crystal Duarte, vocalista e letrista, diz que o primeiro disco abordava o prazer pelo excesso. No novo trabalho, a banda procura outras formas de satisfação, ligadas ao autoconhecimento. “Para você achar o gozo nessa fase que a gente está, é uma coisa de autoconhecimento”, afirma Crystal.

A faixa “Vesúvio” resume a dimensão emocional do álbum ao tratar de intensidade, explosão e sentimentos contraditórios. O título faz referência a um vulcão, enquanto a letra percorre estados de sentir muito, tudo ou pouco.

Crescimento nos palcos

Artista do selo Palatável Records, o quarteto começou tocando para poucas pessoas em shows menores no Bar Alto, em São Paulo. Dois anos depois, passou a reunir centenas na Casa Natura Musical, também na cidade, com o público cantando várias letras.

A experiência de apresentações pelo Brasil aparece na segurança demonstrada pela banda no palco. Para Crystal, o segundo álbum deve consolidar o caminho iniciado na estreia: “O segundo álbum vem para consolidar a promessa do primeiro —mostrar que a gente tem liga, tem fôlego”.

O disco preserva a ideia de liberdade associada à pista de dança, mas também incorpora a melancolia do dia seguinte e as expectativas que a noite não concretiza.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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