“Wolverine” chega ao PlayStation 5 com combates precisos e uma representação violenta do personagem, mas sua campanha linear e a falta de incentivo à exploração reduzem a força da experiência.
O jogo foi lançado nesta terça-feira (15) e coloca o jogador diante de dezenas de inimigos. A ação reproduz a ferocidade associada ao herói de “X-Men”, com desmembramentos, empalamentos e decapitações. A classificação para maiores de 18 anos acompanha esse tom, enquanto os controles ajudam a transmitir a sensação de controlar um guerreiro poderoso.
Romance e conflito de tom
A dificuldade aparece na combinação entre essa brutalidade e a história centrada no romance de Logan com a mutante Jean Grey. As duas propostas não se integram bem e produzem uma mudança de tom considerada incoerente.
Logan também é apresentado por caminhos que entram em choque: ele é um guerreiro imortal marcado pelos horrores da guerra e, ao mesmo tempo, um herói virtuoso, companheiro e sentimental.
A Insomniac Games deixa de lado a estrutura de mundo aberto da série “Marvel’s Spider-Man” e se aproxima do modelo de “God of War” (2018), com ação brutal e narrativa dramática linear. A diferença é que o jogo do Santa Monica Studio oferece áreas amplas, segredos e uma sensação maior de liberdade.
Campanha curta e pouca exploração
Em “Wolverine”, o caminho principal é mais restritivo. O jogo desencoraja o retorno a locais visitados e destaca itens e desafios opcionais, reduzindo as oportunidades de descoberta.
A campanha dura cerca de 20 horas. Depois disso, há um modo “New Game +”, com inimigos mais fortes e algumas habilidades especiais adicionais. Como os trajes opcionais e os golpes especiais são liberados durante a aventura, porém, sobra pouco conteúdo para motivar a continuidade.
Apesar dos bons momentos de diversão, o jogo tem uma história previsível e poucas inovações. A experiência também transmite a impressão de que não confia na capacidade do jogador de explorar o universo por conta própria.








