A Arábia Saudita afirmou ter interceptado um drone houthi ao sul de Meca na terça-feira (15/9), antes que a aeronave entrasse no espaço aéreo proibido da cidade sagrada para o islã.
Turki al-Maliki, porta-voz das Forças da Coalizão lideradas pelos sauditas, classificou o episódio como uma tentativa de atingir o local de nascimento da revelação e destino de milhões de muçulmanos. “Isso só pode ser descrito como um ato vergonhoso”, disse em um comunicado.
Os Houthis negaram que tenham atacado Meca. Hazem al-Assad, porta-voz do grupo, afirmou: “As alegações sobre ataques a Meca são uma mentira antiga que já foi usada antes e não engana mais ninguém”.
A Organização da Cooperação Islâmica (OCI) condenou o que chamou de ataques dos Houthis contra locais sagrados, mesquitas e infraestruturas civis. Para a Secretaria-Geral da entidade, essas ações constituem terrorismo e violam valores islâmicos, além de normas, princípios e leis internacionais.
Meca é considerada sagrada pelo islã, e os muçulmanos precisam visitar a cidade pelo menos uma vez na vida.
Apoiados pelo Irã, os Houthis controlam partes do Iêmen desde 2014, após a guerra civil. A Arábia Saudita é um dos principais aliados do governo iemenita e lidera uma aliança contra o grupo.
Nas últimas semanas, os Houthis tomaram novas áreas do Iêmen, incluindo a Ilha de Perim. O grupo busca controlar a navegação no Estreito de Bab el-Mandeb, rota comercial que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.








