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Zach Cregger defende mudanças em novo filme de Resident Evil

Diretor afirma que a adaptação preserva o clima dos jogos, apesar das críticas à ausência de personagens conhecidos da franquia.

Zach Cregger defende mudanças em novo filme de Resident Evil
Foto: Dusan Martincek/Divulgação

Zach Cregger, diretor de “A Hora do Mal”, defendeu as escolhas feitas na nova adaptação de “Resident Evil”, alvo de críticas de fãs que esperavam uma ligação mais direta com os jogos. Entre as reclamações está a ausência de personagens conhecidos, como Chris Redfield e Leon Kennedy.

O filme acompanha um entregador que leva um recipiente médico até uma cidade isolada. No local, ele encontra infectados violentos e tenta sobreviver enquanto enfrenta mutantes, tem dificuldade para usar armas de fogo e lida com a gravidez da namorada.

Cregger reconhece que se afastou das histórias tradicionais da franquia, mas afirma ter preservado a atmosfera dos games. “As liberdades que tomei não mudaram a atmosfera dos jogos. A impressão é de se estar jogando um deles”, disse.

A produção prioriza cenas de ação e tensão, com pouco espaço para aprofundar a mitologia da série. As referências à Umbrella Corporation aparecem de forma irônica, apesar de a empresa farmacêutica estar ligada ao vírus que provoca o desastre biológico.

Mudanças na franquia

Criada pela Capcom em 1996, “Resident Evil” se tornou uma franquia com dezenas de jogos, além de filmes, desenhos e uma série da Netflix cancelada na primeira temporada. As adaptações anteriores dividiram a crítica, mas tiveram arrecadação suficiente para gerar continuações. Os filmes de Paul W.S. Anderson estão entre os mais lembrados e foram criticados por priorizar sequências de ação.

A série de jogos também mudou ao longo do tempo. Os três primeiros títulos ajudaram a popularizar o “survival horror”, baseado na administração de recursos escassos diante de ameaças. A partir do quarto capítulo, a Capcom passou a dar mais espaço à ação.

A franquia voltou a se aproximar do terror em 2017, com “Biohazard”. O jogo apresenta Ethan Winters, um homem comum que investiga o desaparecimento da namorada em um pântano no interior dos Estados Unidos. Antes dele, Claire Redfield já havia sido apresentada como uma estudante à procura do irmão no segundo “Resident Evil”.

Para Cregger, a ideia de mostrar o colapso por meio de uma pessoa comum orientou a criação do protagonista, interpretado por Austin Abrams. O ator disse que personagens vulneráveis permitem que o público se identifique com a história. “Eles estão de igual para igual, e ninguém faz ideia do que está acontecendo”, afirmou.

O diretor também declarou que teve liberdade para manter sua visão no projeto. “Escrevi um roteiro aprovado por executivos e o corte final é meu. Deu tudo certo”, disse. Cregger ficou conhecido ainda pelo terror independente “Noites Brutais”, de 2022, produzido com orçamento de US$ 5 milhões, quase 15 vezes menor que o de “Resident Evil”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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