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Novo Resident Evil aposta no terror, mas perde tensão com excesso de piadas

Reboot inspirado nos games da Capcom cria uma trama própria de sobrevivência, com suspense e monstros ameaçadores.

Novo Resident Evil aposta no terror, mas perde tensão com excesso de piadas
Foto: Divulgação

O novo Resident Evil estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (17) com uma proposta de terror e suspense que se distancia das adaptações anteriores dos games da Capcom. O filme cria uma história própria de sobrevivência, usa elementos reconhecíveis da franquia e também busca reproduzir no cinema parte da experiência dos jogos.

A trama acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um jovem que trabalha entregando materiais para hospitais. Ele recebe a missão de levar um pacote misterioso a um hospital de Racoon City. Ao chegar ao local, encontra pessoas e animais contaminados por um vírus que os transforma em criaturas mortas-vivas.

Isolado e sem ajuda externa, Bryan precisa sobreviver aos ataques, concluir a entrega e descobrir o que está acontecendo. O diretor Zach Cregger constrói o suspense a partir da solidão do personagem e de ameaças que surgem de forma inesperada. As cenas de terror recorrem a sustos, ao desconforto e a monstros apresentados como perigos reais.

Aproximação com os games

O filme também utiliza movimentos de câmera e sequências em primeira pessoa para aproximar a narrativa da linguagem dos jogos. Nesses momentos, Bryan e o público precisam observar o ambiente para encontrar uma saída em situações perigosas.

A produção segue uma direção diferente dos filmes comandados por Paul W. S. Anderson e estrelados por Milla Jovovich. Também se distancia de Resident Evil: Bem-vindo a Racoon City, de 2021, ao trocar lutas estilizadas e zumbis pouco ameaçadores por um clima mais sufocante e criaturas com efeitos especiais convincentes.

A principal fragilidade está no humor. Cregger, que escreveu o roteiro com Shay Haten, inclui piadas em quantidade suficiente para interromper a tensão em alguns momentos. O humor estava ainda mais presente em versões anteriores do filme e foi reduzido depois de sessões-teste.

Austin Abrams sustenta boa parte da produção praticamente sozinho e transita entre cenas cômicas e dramáticas. O ator também se destaca em uma sequência na qual Bryan decide enviar uma mensagem para a namorada, que está longe de Racoon City. Paul Walter Hauser tem uma participação que chama a atenção, embora seu personagem não seja muito relevante para a trama.

Com um final inesperado, o filme reinventa a franquia no cinema e recupera elementos que podem interessar tanto aos fãs dos games quanto aos de filmes de terror. Cregger já afirmou em entrevistas que este é seu primeiro e último longa em uma marca consagrada, por causa da pressão dos fãs.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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