Caio Henrique disse que ainda sente o impacto de ter ficado fora da Copa do Mundo por causa de uma lesão na coxa direita. Em novo momento da carreira, o lateral-esquerdo deixou o Monaco, assinou com o Ajax e tenta usar a passagem pelo clube holandês para voltar ao radar da seleção brasileira.
A lesão aconteceu no dia 6 de março, durante a vitória do Monaco por 3 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, pelo Campeonato Francês. O problema foi classificado como de grau dois e afastou o jogador dos amistosos da Seleção contra França e Croácia.
A previsão inicial era de até um mês de recuperação, mas Caio ficou quase dois meses sem atuar e perdeu seis partidas do Monaco. Ele voltou a jogar no dia 2 de maio, contra o Metz, 17 dias antes do anúncio da lista final para a Copa.
“Era uma lesão meio chata, que requer muito cuidado na hora de voltar”, afirmou Caio Henrique. O jogador contou que manteve esperança de se recuperar a tempo, mas reconheceu que o prazo reduzido dificultava a disputa por uma vaga.
As duas primeiras semanas após a lesão foram as mais difíceis, segundo o lateral. Médicos da seleção brasileira e do Monaco trocaram informações sobre o quadro, mas Caio afirmou que não teve contato direto com a comissão técnica.
Mesmo fora da competição, ele acompanhou os jogos do Brasil e torceu por jogadores que conhece desde as categorias de base. Agora, aos 29 anos, pretende se firmar no Ajax, voltar a disputar competições europeias e buscar uma nova oportunidade na Seleção.
“Esse é um sonho que eu tenho”, declarou sobre a possibilidade de voltar a vestir a camisa brasileira.
Novo ciclo no Ajax
Caio Henrique afirmou que já conversava com a família desde o ano passado sobre a possibilidade de buscar um novo desafio. Em final de contrato, recebeu a proposta do Ajax, clube que passa por um processo de reconstrução.
O lateral também revelou que o Fluminense fez uma sondagem por meio de seus agentes um ano, um ano e meio atrás. Na ocasião, o retorno foi considerado inviável por questões financeiras. Ainda assim, Caio deixou aberta a possibilidade de voltar ao clube no futuro.
Ele atribuiu parte importante de sua evolução a Fernando Diniz, que o mudou de posição durante sua passagem pelo Fluminense. Segundo Caio, o treinador ajudou a relançar sua carreira e contribuiu para seu crescimento como jogador e como pessoa.
Pelo Monaco, Caio enfrentou Messi, Neymar e Mbappé, que atuavam juntos no Paris Saint-Germain. O brasileiro afirmou que a presença dos três aumentava o nervosismo antes das partidas, mas que a pressão diminuía quando o jogo começava.
O primeiro clássico do lateral pelo Ajax será contra o PSV, neste sábado, pelo Campeonato Holandês, às 15h (de Brasília).








