Câmeras do estádio Alfredo Jaconi estão sendo analisadas para tentar identificar o torcedor denunciado pelo goleiro Paulo Vítor, do Atlético-GO, por injúria racial durante a partida contra o Juventude. A informação foi dada por Júnior Mortosa, gerente de futebol do clube goiano.
O jogador relatou inicialmente ao quarto árbitro, Eduardo Fernandes Bastos, que um torcedor havia feito um gesto de macaco em sua direção. Depois, ao conversar com o árbitro Ramon Abatti Abel, disse ter sofrido um ato de racismo. Mais tarde, no vestiário da arbitragem, Paulo Vítor apresentou uma versão específica: afirmou que a ofensa foi verbal e teria sido “Joga a bola, macaco”.
Registro na súmula
Ramon Abatti Abel escreveu que não presenciou nem ouviu a manifestação. De acordo com o documento, o árbitro tomou conhecimento do caso apenas pelo relato do goleiro. A ocorrência foi registrada na súmula da partida, disputada pela 26ª rodada da Série B.
Após o jogo, Mortosa afirmou que o episódio afetou o elenco e os funcionários do Atlético-GO. “Isso é inadmissível”, declarou. Ele também disse que os funcionários do estádio apoiaram o clube e acompanharam representantes da equipe até o policiamento, em busca de esclarecimentos e da identificação do torcedor.
Em nota oficial divulgada neste domingo, o Atlético-GO manifestou apoio e solidariedade a Paulo Vítor, repudiou atos de racismo e pediu que as autoridades gaúchas identifiquem os responsáveis e apliquem as sanções previstas. O clube também afirmou que a direção do Juventude se colocou à disposição para ajudar a esclarecer o caso.
O Atlético-GO declarou ainda esperar que episódios desse tipo não voltem a ocorrer no futebol brasileiro. O Juventude não havia se pronunciado sobre a denúncia até a publicação do texto-fonte.








