Philippe Coutinho pediu para sair do Vasco no intervalo da partida contra o Volta Redonda, pelas quartas de final do Carioca. O meia chorou no vestiário, não retornou ao banco no segundo tempo e solicitou a rescisão do contrato no dia seguinte.
O jogo foi disputado em 14 de fevereiro, sábado de Carnaval, e começou às 21h30. Pouco mais de 8 mil torcedores estavam em São Januário. O Vasco perdeu o primeiro tempo por 1 a 0, empatou na etapa final com gol de Spinelli e avançou nos pênaltis.
Pressão antes da saída
A partida ocorreu três dias depois de Coutinho receber as primeiras vaias desde seu retorno ao clube. O episódio aconteceu na derrota por 1 a 0 para o Bahia, pela terceira rodada do Brasileirão, em 11 de fevereiro, também em São Januário.
Contra o Volta Redonda, a torcida criticou o técnico Fernando Diniz após o fim do primeiro tempo. Coutinho também foi xingado, mas de forma mais tímida. Léo Jardim, Cuesta e Lucas Piton estiveram entre os outros jogadores vaiados durante a etapa inicial.
Na apresentação como reforço do Santos, nesta segunda-feira, Coutinho disse que a reação das arquibancadas pesou na decisão. “Quem estava lá sabe, o estádio inteiro gritando meu nome, me xingando, pedindo minha saída”, afirmou.
O jogador havia retornado ao Vasco com grande recepção e reestreado em julho de 2024. Em texto publicado no Instagram após a saída, mencionou questões de saúde mental e afirmou que seu ciclo no clube havia terminado.
Desgaste e final perdida
Coutinho também relacionou sua situação à derrota na final da Copa do Brasil de 2025. Ele afirmou que ficou muito abalado com o vice-campeonato e que pretendia conquistar um título pelo Vasco e se tornar um ídolo.
“Eu estava no meu limite. Daquela forma, eu não ia conseguir ajudar”, declarou. O desgaste, conforme relatado à época, já existia desde o fim de 2025. Pessoas próximas conversavam frequentemente sobre o tema, e Fernando Diniz sabia da situação, mas não esperava uma decisão repentina.








