O coordenador de futebol Gum afirmou que o CRB passou a integrar melhor os setores do departamento de futebol após mudanças na comissão técnica e a chegada de PC Gusmão à área executiva. A reorganização incluiu cuidados com os aspectos físico, disciplinar, emocional e técnico dos jogadores durante a Série B.
Gum avaliou que o elenco havia sido montado de forma adequada, mas enfrentou obstáculos que afetaram o desempenho da equipe. Entre os problemas citados estão lesões, um grupo considerado curto e a preparação reduzida de alguns atletas antes do início da competição. Ele também destacou a intensidade física da Série B.
Trabalho em quatro áreas
Para o coordenador, uma equipe precisa funcionar em quatro frentes: técnica, física, tática e mental. A avaliação é que a ausência de qualquer uma delas compromete o rendimento em campo.
A mudança de processo buscou aproximar jogadores, comissão técnica e direção. Gum disse que o clube também passou a acompanhar a disciplina e o estado emocional dos atletas, além do trabalho realizado nos treinamentos e nas partidas.
O dirigente defendeu que os jogadores sigam as orientações do treinador, mesmo quando tenham preferências diferentes sobre a maneira de atuar. Na visão dele, a execução coletiva reduz espaços e evita desequilíbrios durante os jogos. Gum afirmou que o CRB poderia ter vivido uma campanha mais tranquila se esse alinhamento estivesse presente desde o começo.
Experiência e torcida
Com a aproximação da reta final da Série B, Gum aposta na experiência do elenco para os momentos decisivos. Ele também vê possibilidade de contribuição de atletas contratados recentemente, ainda que alguns não apresentem de imediato o desempenho esperado.
“A torcida começa a empurrar. Dentro de campo, o adversário se sente pressionado, o árbitro se sente pressionado e os atletas da nossa equipe tiram a força de onde não têm”, disse Gum.
O coordenador citou experiências no CRB e no Fluminense para destacar o efeito do apoio das arquibancadas sobre adversários, arbitragem e os próprios jogadores. Para ele, a participação dos torcedores pode ajudar o time a buscar vitórias na parte final da competição.
Gum também afirmou que o conhecimento necessário para administrar um clube é específico e construído continuamente. Ele comparou a função à construção de uma casa: saber quais são as etapas não significa conseguir executar todo o trabalho.








