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Esportes

Ícaro Miguel fica fora do esporte oficial até agosto de 2027

Atleta afirma que não usou doping e atribui as falhas de localização a problemas administrativos e técnicos no sistema ADAMS.

Ícaro Miguel fica fora do esporte oficial até agosto de 2027
Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

Ícaro Miguel Martins Soares está impedido de participar de competições e atividades esportivas oficiais entre 01/09/2026 e 31/08/2027. A suspensão, de um ano, foi aplicada por três falhas de localização acumuladas em 12 meses. Ainda cabe recurso.

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) incluiu o nome do atleta em sua lista mais recente de suspensos, divulgada nesta semana. O caso reúne dois testes perdidos e uma falha de informação, ocorridos entre 2024 e 2025.

Em nota, Ícaro afirmou que nunca usou doping nem teve resultado positivo para substâncias proibidas. Ele disse que o processo envolve questões administrativas do sistema de localização, e não uso de substâncias ou tentativa de melhorar o desempenho.

O atleta também declarou que enviou os dados de paradeiro duas vezes, mas que as informações não foram registradas pelo sistema ADAMS. Segundo ele, as ocorrências aconteceram durante um período marcado por duas tragédias pessoais. Por orientação do advogado Marcelo Franklin, Ícaro afirmou que não fará novos comentários até o fim do julgamento.

Como funcionam as falhas

Pelas regras antidopagem, a punição pode ocorrer quando o atleta acumula qualquer combinação de três falhas em 12 meses. O teste perdido é registrado quando o responsável pelo controle aparece no local e horário indicados e não encontra o atleta. A janela diária obrigatória é de 60 minutos.

A falha de informação ocorre quando a agenda não é enviada no prazo ou apresenta dados incompletos ou incorretos. O sistema ADAMS é usado para informar o paradeiro dos atletas e deve ser preenchido a cada três meses. A WADA cria e mantém o sistema e as regras, enquanto a ABCD representa a agência no Brasil.

Vice-campeão mundial em 2019 e ex-líder do ranking mundial de taekwondo, Ícaro tem 31 anos e é mineiro. Ele perdeu mais de 90% da visão do olho direito após um acidente doméstico aos seis anos, mas seguiu a carreira esportiva.

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados de 2020 para 2021, terminou na 11ª posição. O atleta não se classificou para as Olimpíadas de Paris 2024 e continuava na seleção brasileira até o mês passado. Desde 2021, mantém um instituto em Juatuba, Minas Gerais.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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