RIO DE JANEIRO — A Justiça liberou o uso do Maracanã pelo Vasco na partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O jogo está marcado para o dia 20 de outubro, e a decisão foi publicada na noite de sexta-feira.
A definição encerrou uma disputa de 12 dias, que envolveu pedidos judiciais, manifestações de órgãos públicos e alternativas como São Januário e o Estádio Nilton Santos.
Maracanã foi a prioridade
O Vasco apresentou ao menos três ações formais na Justiça nos últimos 10 dias para tentar atuar no Maracanã. O estádio é administrado pelo Consórcio Fla-Flu, que resistiu ao pedido e alegou preocupação com as condições do gramado.
Em 28 de agosto, o consórcio recusou o primeiro pedido formal do clube. No dia 1º, o Vasco entrou com uma ação para jogar no estádio. A 2ª Vara Cível da Capital suspendeu o processo no dia 2, porque já havia uma ação popular sobre a realização da partida no Maracanã. O clube recorreu horas depois.
No dia 5, a Justiça do Rio de Janeiro negou a tutela de urgência que obrigaria o Consórcio Fla-Flu a disponibilizar o estádio. Na mesma data, o Ministério Público do Rio de Janeiro encaminhou um inquérito ao consórcio, com recomendação para que o jogo fosse realizado no local.
Na terça-feira, o Vasco apresentou nova petição e informou à Conmebol que a partida seria disputada no Rio de Janeiro. Na quarta-feira, dia 6, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita negou o pedido para o uso do estádio. Naquela noite, a Polícia Militar produziu um laudo que classificou o Maracanã como “a opção mais adequada” para receber o jogo.
Na sexta-feira, o clube apresentou outro recurso, em caráter de urgência, contra a decisão. O pedido foi submetido à votação de desembargadores, que liberaram o estádio para o Vasco à noite.
Alternativas ao estádio
São Januário era a primeira opção do clube, mas não atende à exigência mínima da Conmebol de 30 mil lugares. O Vasco tentou obter uma exceção e recebeu parecer do Corpo de Bombeiros para ampliar o setor visitante e acomodar 4 mil torcedores do Boca Juniors.
O clube também se reuniu com a Ferj e a Polícia no dia 30 para apresentar um plano de segurança. A Prefeitura deu parecer positivo, mas Bepe e Polícia Militar não aprovaram a realização da partida em São Januário. Sem todas as autorizações, o Vasco não conseguiu pedir uma exceção à Conmebol.
O Estádio Nilton Santos era considerado a última alternativa por causa do gramado sintético. O técnico Pedro Emanuel pediu que a partida não fosse realizada no local após a vitória sobre o Botafogo. Jogadores do Vasco também se opuseram à opção.








