O halterofilista Kaue Motta foi convocado para a seleção brasileira e fará sua estreia internacional no Open das Américas, no México, de 4 a 8 de outubro. A viagem está prevista para 30 de setembro.
Nascido em Porto Velho (RO) e com nanismo, Motta já havia alcançado em fevereiro o índice necessário para disputar a competição. A confirmação oficial veio por e-mail e, segundo o atleta, provocou emoção. "Não sei expressar a emoção. Eu chorei, liguei para a minha mãe, fiquei emocionado, liguei para os meus pais", relembra.
Atualmente, o halterofilista participa de uma semana de atividades com outros integrantes da seleção brasileira.
Da engenharia ao halterofilismo
Antes de transformar o esporte em profissão, Motta estudou engenharia civil, preparou-se para concurso público e praticou fisiculturismo. A mudança de trajetória ocorreu após o incentivo de referências do esporte paralímpico, entre elas o veterano Luciano Montanha.
"A academia seria só um hobby, não imaginava que hoje seria minha profissão", afirma o atleta. Ele também relata que o mercado de trabalho para a engenharia civil estava complicado naquele período.
Para manter a carreira esportiva, Motta deixou a cidade onde morava e se mudou para São Paulo. No local, treina na estrutura do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Ele é o único representante de Rondônia na seleção brasileira de halterofilismo.
Metas no esporte
A primeira meta é ter uma boa participação no Open das Américas e retornar com uma medalha internacional. Para o futuro, o atleta pretende superar as dificuldades do caminho e conquistar uma medalha paralímpica.
Motta também citou como objetivo imediato voltar do México com uma medalha. A convocação para a seleção brasileira representa a confirmação de uma etapa iniciada quando ele atingiu o índice exigido para a competição.








