Jason Miller, ex-conselheiro de Donald Trump, e Martin De Luca, advogado da Trump Media e da Rumble, comemoraram o resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira e criticaram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As mensagens foram publicadas na rede social X após a votação de domingo (4), que levou Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao segundo turno. Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03% dos votos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A próxima etapa da eleição será realizada em 25 de outubro.
Miller publicou uma foto ao lado de Flávio e Jair Bolsonaro. Na mensagem, parabenizou os brasileiros “patriotas” e “amantes da liberdade” e afirmou: “Parabéns a todos os patriotas brasileiros que amam a liberdade e fizeram sua voz ser ouvida hoje!”. Na mesma publicação, marcou o antigo nome de perfil de Moraes no X e dirigiu uma crítica ao ministro.
Miller foi conselheiro e estrategista das campanhas presidenciais de Trump nos Estados Unidos. Ele mantém proximidade política com o presidente americano e é aliado dos Bolsonaros. Também critica nos Estados Unidos as ações de Moraes e já publicou mensagens contra o ministro nas últimas semanas, incluindo uma imagem criada por inteligência artificial em que Moraes aparecia usando tornozeleira eletrônica.
De Luca mencionou decisões de Moraes que atingiram plataformas americanas, como X e Rumble, além de integrantes da família Bolsonaro. O advogado citou medidas contra Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro e o Polymarket e afirmou que as autoridades brasileiras “cancelaram, censuraram, prenderam e exilaram praticamente qualquer ameaça significativa ao seu poder político que conseguiram encontrar”.
De Luca disse que essas ações produziram efeito contrário ao pretendido e encerrou a publicação em português com a frase: “Que bela manhã, né Brasil?”. Ele representa a Rumble e a Trump Media em uma ação nos Estados Unidos contra Moraes. As empresas contestam decisões que atingiram plataformas e usuários americanos e alegam violação da liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. A Trump Media pertence a Trump e é responsável pela Truth Social.








