MASSACHUSETTS — Uma coalizão pró-vida tenta reunir assinaturas para suspender e levar a uma votação popular a lei de aborto sancionada pela governadora Maura Healey em 10 de agosto. A medida retirou as restrições estaduais ao procedimento.
A iniciativa Repeal 188 busca até 50 mil assinaturas. Para incluir a revogação na cédula estadual de 2028, são necessárias assinaturas equivalentes a 1,5% dos votos da eleição mais recente para governador. Com apoio equivalente a 2% desse total, os organizadores podem pedir a suspensão da lei antes da votação.
O grupo afirma precisar de 37.289 assinaturas para se qualificar para a eleição e de 49.716 para suspender a legislação. A mobilização também considera reunir cerca de 100 mil assinaturas, segundo Steve Petrarca, morador de Massachusetts e integrante do comitê pró-vida de sua paróquia.
Petrarca disse que muitos paroquianos desconheciam a iniciativa e afirmou estar ajudando na coleta. Pela regra de distribuição do estado, no máximo 25% das assinaturas de uma petição podem vir de um único condado.
Reações à lei
A legislação recebeu críticas dos bispos católicos de Massachusetts, que a classificaram como “uma medida radical que é gravemente imoral”. Paul Coakley, arcebispo de Oklahoma City e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, chamou a política de “chocante” e “horrenda” e afirmou que ela representa “uma afronta à dignidade da vida”.
O CatholicVote pediu a excomunhão de Healey, que se identifica como católica. Kelsey Reinhardt, presidente da organização, disse que a governadora colaborou publicamente e por meio da legislação para destruir vidas humanas inocentes.
Em vídeo divulgado durante a campanha, Myrna Flynn, presidente do Massachusetts Citizens for Life, afirmou que apenas eleitores registrados no estado podem assinar e que cada pessoa só pode apoiar petições locais. Ela disse que, com 50 mil assinaturas até 23 de outubro, os eleitores poderão decidir a questão em 2028.







