Um estudo do Charlotte Lozier Institute concluiu que a FDA não tinha evidências suficientes para retirar a exigência de dispensação presencial da pílula abortiva. A análise afirma que os estudos da agência não reproduziam as condições reais de uso do medicamento.
Publicado em 6 de outubro na revista Issues in Law and Medicine, o relatório foi elaborado por Zachery Sluzala e Ingrid Skop. Os autores afirmam que a FDA usou análises de grupos com interesses políticos e notificações inadequadas de eventos adversos.
Skop, obstetra e ginecologista do Lozier Institute, disse que decisões sobre a segurança de medicamentos devem considerar as condições reais de uso, e não apenas ambientes de estudo controlados.
Revisão de segurança
Em uma atualização apresentada por ordem judicial, a FDA informou que pretende concluir em março de 2027 a revisão sobre a segurança da pílula abortiva. A agência espera obter resultados até meados de dezembro e entregar o relatório final em março de 2027.
A atualização foi solicitada por um juiz federal na Louisiana. O cronograma recebeu críticas de grupos pró-vida. Marjorie Dannenfelser, da Susan B. Anthony Pro-Life America, afirmou que a administração não deveria esperar o fim do estudo para agir. Kristan Hawkins, da Students for Life of America, também criticou a demora.
Erin Hawley, porta-voz da Alliance Defending Freedom, disse que cada mês adicional de atraso colocaria cerca de 15 mil bebês em risco em estados onde medicamentos abortivos por correspondência são ilegais.
Universidades e mobilizações
Um estudo do Demetree Institute, ligado à Students for Life of America, avaliou mais de 500 faculdades e universidades estaduais. A pesquisa analisou moradia, recursos no campus, assistência financeira, atendimento médico, acomodações e transparência das políticas para estudantes grávidas e pais.
Cerca de 98% das instituições não tinham pelo menos duas acomodações recomendadas. A moradia para famílias estava indisponível em mais de 70% das escolas, e cerca de 85% não ofereciam bolsas específicas para estudantes grávidas ou pais.
Homens participarão em Boston, em 1º de novembro, de uma marcha nacional pela vida. O evento começou em 2021 e inclui uma caminhada de cerca de cinco quilômetros, seguida de concentração, orações e discursos.
Na Escócia, bispos se posicionaram contra uma proposta que descriminalizaria o aborto e retiraria salvaguardas legais. Em Nevada, o arcebispo George Leo Thomas pediu que católicos votem contra uma medida que ampliaria o direito ao aborto, atualmente legal no estado até 24 semanas de gravidez.







