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Tribunal do Novo México condena médico por morte indevida de feto

Espólio de bebê abortado no terceiro trimestre recebeu US$ 200 mil após decisão baseada em consentimento inválido e falhas legais.

Tribunal do Novo México condena médico por morte indevida de feto

A Justiça do Novo México, nos Estados Unidos, condenou um médico que realizou um aborto a pagar US$ 200 mil ao espólio de um bebê abortado no terceiro trimestre de gestação. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (2) e é apresentada como inédita no estado.

O processo foi baseado na legislação de morte indevida do Novo México. O espólio, formado pelo conjunto de bens e direitos atribuídos à vítima, foi reconhecido como parte capaz de receber a indenização. A ação foi identificada como Wabbington v. Boyd.

Consentimento e obrigações legais

A gestante procurou a clínica em 2020 sob influência de metanfetamina. O processo sustentou que, nessas condições, ela não tinha capacidade psíquica para dar consentimento informado — procedimento pelo qual o paciente deve compreender os riscos e as alternativas antes de uma intervenção médica.

A clínica realizou o aborto apesar da condição da mulher, de acordo com os elementos apresentados no caso. A decisão também considerou que os responsáveis não informaram a gestante sobre programas estaduais de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade.

Outra falha apontada foi a ausência de encaminhamento ao Departamento de Crianças, Jovens e Famílias. O órgão deveria ter sido notificado diante da situação da mãe e do estágio avançado da gravidez.

Argumento jurídico

A defesa, liderada pelo advogado Mike Seibel, apresentou o bebê não nascido como uma pessoa com direito à proteção igual perante a lei. Com isso, o caso passou a tratar a morte do feto como fundamento para uma ação de morte indevida, em vez de concentrar a discussão em eventuais danos físicos à mulher.

Seibel, que atua em casos de negligência médica, afirmou que o processo pode influenciar interpretações futuras sobre a responsabilidade civil de médicos. A decisão também reconheceu direitos específicos ao feto no caso analisado e pode ser considerada em futuras decisões judiciais nos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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