YAHODYN — A estatal ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia afirmou neste domingo (13) que um ataque russo contra um trem de passageiros na estação de Yahodyn, perto da fronteira com a Polônia, provavelmente tinha como alvo uma composição diplomática que transportava ex-líderes europeus.
O trem levava os ex-primeiros-ministros Boris Johnson, do Reino Unido, e Carl Bildt, da Suécia, além de assessores de segurança de Estados-membros da União Europeia. Os dois haviam participado de um evento em Kiev. O ex-diretor da CIA David Petraeus estava em outro trem na estação no momento do ataque, informou a empresa.
A Ukrzaliznytsia disse que o drone foi detectado e que a ordem de evacuação do trem atingido foi emitida 15 minutos antes do impacto. Não houve relatos de mortos ou feridos.
Segundo a estatal, o trem diplomático partiu antes do horário previsto por causa de ajustes feitos em tempo real, diante da ameaça de ataques russos. A empresa afirmou que essa mudança pode ter feito com que a composição deixasse a estação antes de ser atingida.
Em uma publicação no X, Boris Johnson questionou a decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de atacar uma locomotiva ucraniana parada na fronteira com a Polônia. Johnson afirmou que esse tipo de ataque ocorre contra ferrovias de uso civil e disse que Putin foi responsável pela morte de 1,7 mil funcionários da Ukrzaliznytsia.
Carl Bildt publicou um vídeo do ataque e afirmou que o trem atingido vinha logo atrás do trem diplomático. De acordo com ele, a composição foi evacuada enquanto o drone se aproximava e ninguém ficou ferido.
O Ministério da Defesa russo confirmou o ataque contra a infraestrutura ferroviária do oeste da Ucrânia e disse que ela transporta armamentos da Europa ocidental. Nesta segunda-feira (14), o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que os militares russos cumprem suas missões em todo o território ucraniano.








