Cinco pessoas morreram neste domingo (6/9) depois que um avião cargueiro da Prime Air, serviço de entregas da Amazon, ultrapassou os limites da pista do Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos. A aeronave atingiu vários veículos nas proximidades do aeroporto e pegou fogo. Outras cinco pessoas ficaram feridas, informou a prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava.
O acidente aconteceu por volta das 14h no horário local (15h em Brasília). Mais de 60 viaturas do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade foram mobilizadas. As equipes encontraram o avião em chamas e com intensa fumaça, combateram o incêndio e atenderam as vítimas. As circunstâncias do impacto e a gravidade dos ferimentos ainda são apuradas.
Avião e operação do aeroporto
O Aeroporto Internacional de Miami informou que o voo 7598 da Prime Air saiu dos limites da pista diagonal durante o pouso e ficou inoperante na extremidade noroeste do aeroporto. O avião é um Boeing 767-300 cargueiro, operado pela companhia 21 Air. Com registro N1997A, a aeronave tem 32 anos e havia partido de San Juan, em Porto Rico.
Ainda não foi esclarecido por que o avião não parou antes do fim da pista. A análise das comunicações entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo indicou que não houve declaração de emergência antes do pouso. Equipes de inspeção não encontraram partes ou destroços espalhados pela pista, mas equipamentos de navegação foram danificados quando a aeronave deixou a área pavimentada.
Todas as pistas e vias de circulação de aeronaves foram fechadas após o acidente, e as operações em solo ficaram totalmente suspensas. A suspensão terminou por volta das 17h no horário do leste dos Estados Unidos.
A Amazon declarou que trabalha com as autoridades e equipes locais para entender o ocorrido e que sua prioridade é garantir a segurança e o atendimento das pessoas afetadas. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos informou que reúne dados sobre o caso, enquanto a FAA ficará responsável pela investigação. O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, afirmou que inspetores seriam enviados ao local.








