IOWA — O bispo Dennis Walsh, de Davenport, pediu ao governo federal dos Estados Unidos que interrompa a deportação de Fatou Traore, uma mãe imigrante detida em 24 de setembro. A família afirma que ela pode permanecer legalmente no país.
Em carta de 2 de outubro ao secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, Walsh disse que Traore mora em Iowa City há mais de duas décadas e tem status de residente legal desde uma ordem de suspensão de remoção emitida em 2011. Esse tipo de ordem impede a deportação para um país onde um juiz de imigração concluiu que a pessoa provavelmente sofreria perseguição.
Detenção e deportação
Funcionários da Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecida pela sigla ICE, prenderam Traore. A agência afirmou que ela “admitiu usar uma certidão de nascimento falsa e um passaporte falso” para entrar nos Estados Unidos. A família nega as acusações.
Walsh declarou que Traore “criou sua família [em Iowa], viveu pacificamente e não tem histórico criminal”. Segundo a família, o governo se prepara para enviá-la a Serra Leoa. O bispo afirmou que ela não tem conexão com o país e citou preocupações com violência e violações dos direitos humanos no local.
O líder religioso pediu a suspensão da deportação e o retorno de Traore à família. Ele também se juntou a outros líderes religiosos e comunitários de Iowa que defendem a interrupção do processo.
A ICE não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Em 2020, o então bispo de Davenport, Thomas Zinkula, pediu a libertação de imigrantes guatemaltecos detidos, citando riscos de infecção por COVID durante a custódia. Zinkula é agora arcebispo de Dubuque, Iowa.







