426 brasileiros aptos a votar no exterior não participarão das eleições de 2026 porque as cidades onde estão registrados não atingiram o mínimo de 30 eleitores exigido pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 46 cidades estrangeiras não terão seções eleitorais, conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável pelo pleito fora do país.
Os eleitores que moram no exterior votam apenas para presidente. De acordo com o TRE-DF, não foi possível transferir os 426 eleitores para outros locais de votação nos mesmos países. Para votar em outra cidade, seria necessário ter transferido o título dentro do prazo estabelecido.
Seis das zonas eleitorais excluídas não têm eleitores aptos. Elas ficam em Belarus, Libéria, Vaticano, São Cristóvão e Neves, Serra Leoa e Guiana. As demais têm ao menos um brasileiro habilitado a votar.
A Geórgia concentra o maior número de eleitores afetados: 29 brasileiros registrados em uma zona eleitoral na capital Tiblíssi. Na Zâmbia e na República Democrática do Congo (RDC), 27 brasileiros também não poderão participar. O mesmo ocorre com 27 eleitores que vivem em Chuy, no Uruguai.
O país, porém, tem outros dois centros de votação, em Montevidéu e Artigas, que devem receber 3.071 mil brasileiros. O primeiro turno será no próximo domingo (4/10), das 8h às 17h, no horário de Brasília. O segundo turno, caso seja necessário, está marcado para 25 de outubro.
Votação manual
Outros 1.809 mil brasileiros, distribuídos por 28 cidades no exterior, votarão manualmente. Esses locais não alcançaram o mínimo de 100 eleitores necessário para receber urnas eletrônicas.
A maioria está em regiões da Bulgária, Omã, Cuba, Costa do Marfim e Timor Leste. Nesses casos, a votação também será apenas para presidente, com uma cédula oficial de papel depositada em uma urna lacrada.
Após o encerramento, as missões diplomáticas ou repartições responsáveis enviarão eletronicamente, com criptografia, os dados registrados em ata ao TRE-DF.
A expectativa do TSE é que 918.876 mil brasileiros que vivem no exterior votem neste ano, por meio de votação manual ou eletrônica. Para as seções com urnas eletrônicas, foram destinados 1.404 mil equipamentos: 1.282 mil para uso nas seções e 122 para reposição.








