A campanha de Flávio Bolsonaro acusa o canal “Exército do Lula” de integrar uma estrutura coordenada para disseminar desinformação durante a disputa presidencial. O pedido levou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a determinar a suspensão do canal no WhatsApp.
Os advogados afirmam que participantes eram orientados a agir “como robôs” para ampliar conteúdos com alegações falsas ou descontextualizadas. A defesa também disse que pedir a retirada de publicações uma a uma, por URL, perdeu eficácia diante da velocidade e do alcance dos disparos em massa.
Ordem contra o canal
A Meta deverá cumprir a decisão em até 3 horas. O canal foi criado pelo deputado federal André Janones e reúne cerca de 3,3 milhões de seguidores. Nunes Marques assinou a determinação neste domingo (11.out.2026), atendendo a um pedido da campanha de Flávio, candidato à Presidência que disputa o 2º turno.
Na decisão, o ministro acolheu o argumento de que a remoção de conteúdos isolados não seria suficiente para conter os efeitos da rede sobre o eleitorado. Nunes Marques também afirmou que a liberdade de expressão não pode ser usada para proteger ilícitos eleitorais.
Outros pedidos
No sábado (10.out), o corregedor-geral eleitoral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, havia dado 72 horas para Flávio complementar uma ação apresentada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e André Janones.
Além da suspensão no WhatsApp, a campanha pede a remoção do perfil de Janones no Instagram e de publicações, assim como a interrupção de anúncios. Cueva adiou a análise dos pedidos urgentes até receber os esclarecimentos solicitados.








