CHILE — Autoridades chilenas prenderam 20 pessoas nesta segunda-feira (28) em uma operação contra a primeira célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) identificada no país. A ação foi conduzida pela Polícia de Investigações (PDI) e pela Promotoria Regional Metropolitana Sul em três regiões, com buscas em imóveis e unidades prisionais.
A Operação Sintonía 1533 alcançou 24 endereços e nove unidades prisionais. Treze dos detidos já estavam presos e foram alvo de ordens judiciais dentro dos presídios. Outras cinco pessoas foram detidas em imóveis, enquanto duas acabaram presas em flagrante após a localização de drogas, armas ou munições.
A operação resultou na apreensão de mais de três quilos de cocaína, armas de fogo e munições. Entre os investigados estão chilenos e brasileiros. A Promotoria havia obtido 24 ordens de prisão. Dezoito foram cumpridas no âmbito da investigação, e outras duas prisões ocorreram por crimes encontrados durante os procedimentos.
Recrutamento e investigação
Segundo a PDI, o PCC vinha recrutando criminosos dentro e fora dos presídios chilenos. Parte dos investigados teria passado pelo chamado batismo, processo de incorporação formal à facção. As autoridades também identificaram divisões internas chamadas de sintonias, responsáveis por atividades como tráfico de drogas, movimentação de dinheiro e armas.
A investigação começou em 2022, a partir de informações de apurações brasileiras sobre contatos entre integrantes do PCC e pessoas no Chile. O trabalho incluiu análise de mensagens, cruzamento de dados policiais e acompanhamento dos suspeitos.
O promotor regional Héctor Barros disse que a operação ocorreu antes que a estrutura ampliasse sua presença no país. Os investigados devem participar de uma audiência de formalização das acusações na quinta-feira (1º).








