SAN IGNACIO DE VELASCO — Nove pessoas foram presas na Bolívia sob suspeita de participação em quatro homicídios registrados na cidade, próxima à fronteira com o Brasil, no Mato Grosso. O governo boliviano informou que oito dos detidos são brasileiros ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Sete suspeitos foram capturados em San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz. O comandante-geral da polícia boliviana, Adrián Álvarez, afirmou que todos pertencem ao Comando Vermelho e entram no país por locais não autorizados para cometer crimes. A polícia também informou que os detidos têm antecedentes por tráfico de drogas e homicídio.
Na sexta-feira (18), outras duas pessoas foram apresentadas em Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento de Santa Cruz. Uma delas teria ligação com o PCC. Álvarez atribuiu as prisões ao trabalho conjunto das unidades de investigação e inteligência e declarou compromisso de tolerância zero com as organizações criminosas.
As operações fazem parte do Plano Fronteira Segura, criado pelos ministérios da Defesa e de Governo diante do aumento da violência ligada à disputa por rotas do narcotráfico na região de fronteira.
Alerta sobre atuação na fronteira
Na quarta-feira (16), o ministro de Governo, Marco Antonio Oviedo, afirmou à Assembleia Legislativa da Bolívia que o PCC e o CV controlam rotas e regiões na fronteira com o Brasil. Segundo ele, os grupos também cobram “pedágios” e recrutam cidadãos bolivianos.
Oviedo fez a declaração ao defender a prorrogação do estado de emergência no país. A medida foi aprovada pelos parlamentares por mais 90 dias. O presidente da Bolívia é Rodrigo Paz.








