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Uruguai identifica influência do PCC sobre grupos criminosos locais

Relatório policial aponta que facções brasileiras disseminaram métodos entre traficantes uruguaios e registra 88 presos ligados a esses grupos.

Uruguai identifica influência do PCC sobre grupos criminosos locais

O Ministério do Interior do Uruguai afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras organizações criminosas brasileiras passaram a servir como referência para traficantes uruguaios. Segundo a pasta, grupos locais adotaram métodos, códigos e formas de atuação das facções do Brasil.

A avaliação está em um relatório elaborado pela Unidade de Investigação e Análise Penitenciária da polícia uruguaia e levado ao Grupo de Trabalho Especializado para o Combate às Organizações Criminosas do Mercosul. O documento foi apresentado durante as discussões do grupo.

Grupos locais e prisões

As autoridades disseram que práticas brasileiras foram incorporadas pela organização liderada por Sebastián Marset. O narcotraficante uruguaio se aliou ao PCC, foi capturado em março e está preso nos Estados Unidos.

Os clãs criminosos Albín e Suárez também reproduziriam métodos de facções brasileiras em Cerro Norte, na região de Montevidéu. A polícia identificou 88 presos ligados a cinco organizações criminosas brasileiras nas penitenciárias do país. Desse total, 51 têm ligação com o PCC.

O acompanhamento da atuação do PCC nas prisões uruguaias ocorre ao menos desde 2023. O PCC e o Comando Vermelho foram classificados como grupos terroristas pelos EUA neste ano.

Fronteira

O relatório lista três áreas na fronteira com o Brasil como pontos de atenção: Rivera-Santana do Livramento, Aceguá-Aceguá e Chuy-Chuí.

A divulgação do documento levou o ministro do Interior, Carlos Negro, a ser convocado pela Comissão de Segurança e Convivência da Câmara dos Deputados. Ele deverá prestar esclarecimentos sobre a presença de integrantes de organizações criminosas brasileiras no Uruguai e as conexões com criminosos locais.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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