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Polícia chinesa detém 11 cristãos durante reunião religiosa em Chengdu

Nove pessoas foram libertadas no dia seguinte; dois líderes receberam dez dias de detenção administrativa.

Polícia chinesa detém 11 cristãos durante reunião religiosa em Chengdu

A polícia chinesa prendeu 11 cristãos durante uma reunião da Igreja Early Rain Covenant realizada em uma casa na cidade, na província de Sichuan. A maioria dos detidos era idosa, e vários tinham mais de 70 anos.

As prisões ocorreram na sexta-feira (11), conforme informações da ChinaAid e do Rights Defense Network Information Center. Os agentes entraram no imóvel e levaram o grupo para uma delegacia. Familiares e integrantes da igreja ficaram do lado de fora em busca de informações.

Detenções

Entre os presos estava He Futao, de 73 anos. Ele havia passado por uma cirurgia para retirar parte de um pulmão afetado por câncer e tinha problemas constantes de saúde. Segundo a ChinaAid, apenas dois dos 11 detidos tinham menos de 60 anos.

Policiais disseram inicialmente aos familiares que havia uma “investigação sobre um culto”, sem detalhar o motivo das prisões. Nove dos 11 cristãos foram libertados no dia seguinte. Os outros dois, apontados como líderes do encontro, permaneceram sob custódia e receberam dez dias de detenção administrativa.

Eles são investigados por suspeita de “organizar ilegalmente atividades de evangelização”.

A Early Rain Covenant Church atua fora das organizações religiosas controladas pelo Estado chinês e é alvo de ações das autoridades. Em janeiro deste ano, a Human Rights Watch informou que integrantes do grupo haviam sido detidos novamente em Chengdu e afirmou que a igreja sofre pressão por não submeter suas atividades ao sistema oficial.

Em junho, a Anistia Internacional denunciou outra ação policial contra a igreja. Dezenas de fiéis foram levados para interrogatório, e dois líderes permaneceram detidos, segundo a organização.

O fundador da Early Rain, o pastor Wang Yi, está preso desde dezembro de 2018. No ano seguinte, ele foi condenado a nove anos de prisão por “incitar a subversão do poder do Estado” e realizar “operações comerciais ilegais”. A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional afirma que ele foi perseguido por sua atividade religiosa e por liderar uma igreja não registrada.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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