SÍRIA — A família de Suleiman Khalil, ex-prefeito de Sadad, pede que o governo dos Estados Unidos intervenha pela libertação do sírio, detido há 19 meses sem acusação formal sob o governo de transição do país. Ele foi preso em 8 de fevereiro de 2025.
A filha de Khalil, Natalie Khalil, e a organização Christian Solidarity International (CSI) solicitaram ajuda às autoridades norte-americanas. Natalie também enviou uma carta ao presidente Donald Trump pedindo intervenção no caso.
“Já fazem 19 meses desde que o levaram. Não sabemos por que o levaram”, disse Natalie Khalil. Segundo ela, a família não foi informada sobre acusações e não teve autorização para contratar um advogado. Os agentes teriam ido à casa da família e afirmado que Khalil era procurado.
Defesa de Sadad
Khalil ganhou reconhecimento em 2015, quando organizou a defesa de Sadad durante um ataque do ISIS. O esforço foi associado à proteção de mais de 9.000 moradores da cidade. Joel Veldkamp, diretor de defesa pública da CSI, afirmou que Khalil recebeu um aviso antecipado sobre a aproximação do grupo.
Veldkamp disse que Khalil não era alinhado ao regime anterior e atuava como uma figura política cristã independente. Para ele, a detenção pode estar relacionada à atuação do ex-prefeito na proteção da comunidade cristã.
“O novo governo sírio é muito dependente do governo dos EUA — do governo Trump”, disse Veldkamp. Ele afirmou que a prisão transmite uma mensagem aos cristãos sírios sobre o futuro da comunidade no país e também contradiz as garantias apresentadas pelo governo sírio a Washington.
Durante as visitas, a família enfrentou restrições relacionadas à identidade cristã. Natalie afirmou que os visitantes foram obrigados a usar hijab e cobrir o corpo. Segundo ela, um colar com uma cruz foi retirado do pescoço de seu irmão, e a família não pôde levar uma Bíblia para Khalil.
Na carta a Trump, Natalie escreveu que não busca tratamento especial, mas justiça para o caso do pai.








