China e Estados Unidos divulgaram nesta segunda-feira (28/9) listas de produtos que poderão receber tarifas menores. As relações comerciais envolvidas somam cerca de US$ 60 bilhões, com US$ 30 bilhões em exportações de cada país.
A medida foi anunciada após negociações do Conselho de Comércio EUA-China, criado pelos governos de Donald Trump e Xi Jinping para discutir produtos considerados não sensíveis. As reduções ainda dependem dos procedimentos previstos nas leis de cada país.
Entre os itens americanos incluídos estão milho, trigo, sorgo, carnes, laticínios, óleos vegetais, farelos, peixes e frutos do mar, madeira, cosméticos e equipamentos médicos. A soja em grão ficou fora da lista.
Na relação de produtos chineses que poderão ser beneficiados aparecem pequenos eletrodomésticos, louças, roupas de cama, brinquedos, flores artificiais, artigos de decoração de Natal e cadeirinhas infantis para automóveis.
Trégua comercial e agricultura
Pequim e Washington também concordaram em estender por dois meses a trégua comercial em vigor. O novo prazo vai até 10 de janeiro de 2027. O Ministério do Comércio da China afirmou que a extensão deverá criar um ambiente mais estável e previsível para empresas e para a continuidade das negociações.
As equipes dos dois países manterão reuniões sobre investimentos, barreiras comerciais e transparência das políticas econômicas. Também será criado um grupo de trabalho para tratar de acesso a mercados e regras para produtos agrícolas. A primeira reunião deverá ocorrer antes do fim deste ano.
China e Estados Unidos anunciaram ainda um acordo para que os chineses importem 10 milhões de toneladas de carvão americano por ano em 2027 e 2028. Petróleo e gás natural liquefeito não estão entre os produtos contemplados.
Tecnologia e serviços financeiros
Os países planejam criar um canal de comunicação sobre incidentes relacionados à inteligência artificial, com nova rodada de diálogo prevista até o fim de novembro. A China também deverá analisar pedidos de instituições estrangeiras de serviços financeiros, incluindo empresas com capital americano, interessadas em operar e abrir filiais no país.
As negociações continuarão incluindo a ampliação dos voos diretos entre os territórios. Permanecem divergências em tecnologia, inteligência artificial e acesso a mercados. O entendimento anunciado busca administrar as disputas comerciais e estabelecer condições mais previsíveis para empresas dos dois países.







