Uma ejeção de massa coronal (CME) que deixou o Sol no início desta semana deve alcançar o entorno da Terra nesta sexta-feira (9). A previsão indica uma tempestade geomagnética entre G1 e G2, com possibilidade de auroras boreais em regiões mais ao sul do que o habitual.
A nuvem de plasma viaja a cerca de 560 km/s e deve chegar nas primeiras horas de 9 de outubro. O horário ainda pode mudar, porque a velocidade, a trajetória e a orientação do campo magnético da CME só ficam mais precisas à medida que a estrutura se aproxima da Terra.
A erupção foi acompanhada por uma labareda solar de classe M1.4 na região de manchas solares AR4549. A tempestade solar é o fenômeno originado no Sol; a tempestade geomagnética ocorre quando o material lançado interage com o campo magnético terrestre.
Possíveis efeitos
A escala da NOAA vai de G1 a G5. O nível G1 é menor, enquanto G2 é moderado. Nesse estágio, podem ocorrer pequenas perturbações em redes elétricas de altas latitudes, alterações na propagação de ondas de rádio e ajustes na operação ou no rastreamento de alguns satélites.
A NOAA também relaciona o nível G2 à possibilidade de auroras em latitudes mais baixas. O fenômeno já foi observado em locais como Nova York e Idaho, mas isso não significa que essas regiões terão aurora nesta sexta-feira. A visibilidade depende da intensidade da tempestade, da orientação do campo magnético, da localização e das condições do céu.
No Brasil, a aurora boreal não deve ser visível. A previsão é que o fenômeno permaneça concentrado em latitudes muito mais elevadas no Hemisfério Norte.
Uma tempestade G1 ou G2 não significa apagão generalizado, interrupção da internet ou colapso dos sistemas de comunicação. Redes elétricas, GPS e satélites podem sofrer alterações, dependendo da intensidade e da duração do evento. A NOAA classifica G5 como extremo e associa esse nível a problemas mais amplos em redes elétricas, satélites, navegação e comunicações.
Para as pessoas na superfície, uma tempestade geomagnética desse nível não representa ameaça direta à saúde. Os centros de monitoramento continuam acompanhando a CME, porque mudanças na nuvem de plasma podem alterar o horário de chegada e a intensidade do fenômeno.








