São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 18°C 17° / 24°
Mundo

Leão XIV pede pensamento crítico e alerta contra mente reduzida a dados

Durante missa em Roma, o papa defendeu o estudo como serviço à fé e à verdade e pediu atenção aos pobres e à vida cotidiana.

Leão XIV pede pensamento crítico e alerta contra mente reduzida a dados

O papa Leão XIV pediu que estudantes e professores das universidades pontifícias mantenham o pensamento crítico e não reduzam a atividade intelectual à simples coleta de dados. A declaração foi feita durante uma missa na Basílica de São Pedro, na quinta-feira, na abertura do ano acadêmico.

Ao refletir sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas, o pontífice afirmou que a investigação intelectual é necessária para a fé e para a missão da Igreja. Segundo ele, as palavras do apóstolo são “um apelo à razão, à memória e ao pensamento crítico”.

Leão XIV também recomendou que o trabalho acadêmico seja visto como serviço à Igreja e à busca pela verdade. Ele alertou para a atuação de falsos mestres que exploram sentimentos religiosos e levam fiéis a radicalizar partes do ensinamento cristão em prejuízo do conjunto do Evangelho.

Tecnologia, experiência e vida cotidiana

Ao tratar da relação entre inteligência humana e tecnologia, o papa diferenciou o acúmulo de informações da compreensão construída pela experiência. “A mente não deve simplesmente compilar dados — como um algoritmo agora faz mais rapidamente do que nós podemos”, disse. Para ele, a reflexão deve considerar experiências vividas e seus significados, reconhecidos pela alma humana.

O pontífice afirmou que rotinas acadêmicas, ambição e rivalidades podem afastar estudantes e professores dos fundamentos espirituais de seu trabalho. Por isso, pediu que eles “guardem seus corações” e vivam cada etapa da formação e de suas responsabilidades com o Espírito.

Leão também destacou o valor das amizades formadas durante os estudos, da ligação com a Igreja e da atenção às preocupações dos fiéis. Pediu que a comunidade acadêmica permaneça enraizada no povo de Deus, aberta às perguntas e atenta aos pobres.

O papa defendeu a aproximação entre o conhecimento acadêmico e a vida cotidiana. “Tragam a vida para seus estudos e seus estudos para a vida”, afirmou, relacionando essa prática à compreensão cristã da Encarnação. Ele ainda lembrou que muitas pessoas não têm acesso às oportunidades educacionais oferecidas pelas universidades pontifícias e pediu que as portas sejam abertas.

Ao citar sua encíclica Magnifica Humanitas, Leão XIV disse que a fragmentação do conhecimento e as novas tecnologias exigem reflexão cuidadosa. A teologia, acrescentou, pode promover o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. As instituições eclesiásticas de Roma, segundo ele, têm responsabilidade especial por seu serviço à Igreja universal e por reunirem estudantes e acadêmicos de diferentes culturas e tradições.

A homilia terminou com a entrega do novo ano acadêmico à intercessão de Nossa Senhora, Sede da Sabedoria, e com a invocação da orientação do Espírito Santo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5