Cerca de 120 padres exorcistas participaram da 15ª Conferência Nacional Italiana da Associação Internacional de Exorcistas (AIE), realizada entre 21 e 25 de setembro no centro Fraterna Domus, em Sacrofano, na Itália, perto de Roma. O encontro teve cinco dias e foi dedicado à experiência pastoral dos participantes, além de abordar a música sacra e a Virgem Maria nos exorcismos.
Padre Benigno Palilla, da Arquidiocese de Palermo, relatou o caso de uma jovem libertada após dois anos e meio de possessão demoníaca. A AIE afirmou que situações desse tipo entre pessoas mais jovens aparecem associadas à interrupção dos sacramentos, ao ateísmo, a sessões espíritas e a práticas ocultistas. A jovem havia apresentado agressividade contra outras pessoas, além de ódio de si mesma e pensamentos suicidas. Palilla disse que a libertação ocorreu na memória litúrgica de São Pio de Pietrelcina.
Padre Angelo Barra, da Diocese de Salerno, mencionou outra jovem, vítima de violência doméstica. Depois de uma viagem, ela passou a sentir dores intensas durante a Missa. Conforme a associação, a leitura de trechos de Atos 16 por um padre teria revelado uma ação demoníaca extraordinária e provocado um “terremoto interior”. Bênçãos e o apoio espiritual de duas comunidades católicas na África foram relacionados à libertação. Mais tarde, a mulher afirmou ter sido vítima de uma consagração ritual por uma seita no local visitado.
Padre Michele Tenzon, ex-exorcista da Diocese de Ventimiglia-Sanremo, recordou o caso de uma mulher sul-americana cujos parentes a haviam “oferecido aos espíritos”. Ele destacou a importância de uma vida cristã autêntica, da formação contínua e da intercessão da Virgem Maria.
Música sacra e memória de Amorth
Padre Giuseppe Grassi, diretor do Escritório de Música Sacra da Arquidiocese de Brindisi-Ostuni, afirmou que a música sacra e o canto podem ser usados no exorcismo por sua ligação com a ação litúrgica. Ele citou os salmos, o canto gregoriano e canções populares em homenagem à Virgem.
O mariólogo Padre Salvatore Perrella, ex-reitor da Pontifícia Faculdade Marianum, em Roma, ressaltou o papel de Maria nos exorcismos e sua ligação com a palavra de Deus. Para ele, ela intercede e ora para que o bem triunfe sobre o mal.
Os participantes também lembraram Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma e fundador da associação, que morreu em 16 de setembro de 2016. Padre Francesco Bamonte, vice-presidente da AIE, disse que Amorth defendia conferências, cursos e treinamentos regulares para a formação dos exorcistas. Padre Aldo Buonaiuto citou situações ocultas perigosas, fascinação pelo sobrenatural, ambição pessoal, predisposição interior e desvalorização dos afetos como escolhas que podem expor uma pessoa à ação demoníaca extraordinária.







