LONDRES — O militar da Marinha britânica Teddy Young, de 24 anos, foi acusado de tentar repassar informações secretas das Forças Armadas do Reino Unido à Rússia. Ele trabalhava na área de inteligência militar e tinha autorização para acessar documentos sigilosos.
A Promotoria britânica afirma que Young usou os sistemas de inteligência da Marinha para obter e armazenar dados confidenciais sobre a defesa e a segurança do país. Os investigadores suspeitam que o material seria entregue a autoridades russas.
Segundo a acusação apresentada à Justiça, o militar tentou contatar representantes da Rússia pela chamada dark web. Ele também teria preparado uma mensagem em russo com informações sigilosas e copiado documentos militares para uma conta de e-mail particular.
Prisão e acusações
Os fatos investigados teriam ocorrido entre novembro de 2024 e maio de 2025, durante a primeira missão de Young na Marinha britânica. Ele entrou nas Forças Armadas em abril de 2024 e foi preso pela primeira vez em maio do ano seguinte. Depois, foi liberado enquanto a investigação continuava, perdeu a autorização para acessar informações sigilosas e foi afastado das funções.
Na terça-feira (6), Young foi preso novamente em sua residência, em Bedfordshire, ao norte de Londres. Nesta quinta-feira (8), ele compareceu ao Tribunal de Magistrados de Westminster e permaneceu no local por poucos minutos. A Justiça determinou que ele continue preso até a próxima audiência, marcada para 16 de outubro, no Tribunal Criminal Central de Londres.
Young responde a duas acusações com base na Lei de Segurança Nacional britânica, aprovada em 2023. Uma trata da obtenção e manutenção de informações protegidas com a intenção de beneficiar uma potência estrangeira. A outra envolve a preparação para divulgar dados que poderiam prejudicar os interesses e a segurança do Reino Unido.
A investigação foi conduzida pela unidade antiterrorismo da Polícia Metropolitana de Londres em colaboração com o Ministério da Defesa britânico. A comandante Helen Flanagan afirmou que as acusações “são muito graves”. A Marinha britânica confirmou a investigação, mas não comentou o caso abertamente.








