ST. LOUIS — O bispo John O. Barres, de Rockville Centre, Nova York, prepara uma carta pastoral sobre a beatificação do arcebispo Fulton J. Sheen, marcada para 24 de setembro. O documento destaca a natureza missionária da Igreja, o uso das tecnologias na evangelização e a vocação sacerdotal.
Barres foi batizado por Sheen em 2 de outubro de 1960, na Igreja de Santo Agostinho, em Larchmont, Nova York. Na época, seu pai, Oliver Barres, trabalhava para Sheen como escritor da Sociedade para a Propagação da Fé. Sheen dirigiu a organização de 1950 a 1966.
Na carta, Barres afirma que sua ligação com Sheen influenciou sua compreensão da missão católica. Ele recorda que o arcebispo usava o rádio, a televisão, a sala de aula e o púlpito para transmitir a mesma mensagem: Jesus Cristo.
Tecnologia e missão
Barres retoma a expressão “conversão missionária”, associada ao Papa Leão XIV, e convoca os católicos a levarem o Evangelho às famílias, paróquias, locais de trabalho, instituições e ao mundo secular.
O bispo também avalia que Sheen teria usado tecnologias atuais, incluindo a inteligência artificial, desde que empregadas de maneira ética e sem substituir a pessoa humana. Para Barres, a comunicação católica deve combinar confiança, criatividade, seriedade e caridade.
O sacerdócio
Outro tema central da carta é o sacerdócio. Barres cita obras de Sheen sobre a dignidade, os sacrifícios e as dificuldades da vocação sacerdotal. Ele afirma que o reconhecimento das próprias fraquezas torna o exemplo de Sheen significativo para padres e seminaristas.
“Isso nos lembra que a santidade é possível”, escreve Barres ao refletir sobre as lutas enfrentadas por sacerdotes e bispos.
O bispo também apresenta a visão de Sheen sobre o sacerdote como alguém unido a Cristo e à cruz. A beatificação, segundo Barres, pode levar os sacerdotes a redescobrir essa compreensão da vocação e estimular novas formas de comunicação missionária na Igreja Católica.







