BERLIM — A pressão pela renúncia do chanceler alemão Friedrich Merz aumentou depois que seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), sofreu derrotas em duas eleições estaduais no domingo (20). Merz, que ocupa o cargo desde o ano passado, afirmou que não pretende deixar a função.
Em Berlim, uma cidade-estado, o partido de esquerda Linke venceu com 25,7% dos votos. O CDU ficou em segundo, com 18,8%, e a legenda nacionalista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) terminou em terceiro, com 16,3%.
Resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental
O desempenho do CDU foi pior em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Com 4,9% dos votos, a legenda não alcançou o mínimo de 5% necessário para eleger parlamentares e, pela primeira vez, não conquistou cadeiras em uma eleição estadual alemã.
A AfD venceu a disputa com 38,2% dos votos. Os sociais-democratas, que fazem parte da coalizão nacional de Merz, ficaram em segundo, com 35,5%.
Há duas semanas, a AfD também havia vencido a eleição parlamentar da Saxônia-Anhalt, superando o CDU, que governa o estado. Negociações para formar governos estão em andamento nos três estados.
Após os resultados, Merz declarou: “não podemos maquiar o resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental”. Em seguida, classificou o desempenho como “um desastre”. Apesar de seu governo ter aprovação de apenas 10% da população alemã, ele descartou renunciar.
“O que precisa ser feito agora requer coragem, firmeza e paciência”, afirmou o chanceler. Ele disse que continuará atuando como presidente do CDU e como chanceler da Alemanha.
A pressão também alcançou a coalizão. O vice-chanceler e ministro das Finanças, Lars Klingbeil, afirmou que não será possível ignorar a mensagem dos eleitores nas três eleições estaduais. Para ele, o país precisa de reformas justas e apoiadas pela população.








