LOS ANGELES — O documentário Green Lava, produzido pelo Vaticano, entrou no processo de qualificação para concorrer a uma indicação ao Oscar. Com 39 minutos, o filme acompanha a vida de Giacomo Mattivi, italiano de 25 anos com distrofia muscular de Duchenne.
Mattivi viu o irmão mais velho, que tinha a mesma doença, morrer após uma crise respiratória. A diretora Lia Beltrami, que codirigiu a produção com Ali Aksu, disse que o documentário aborda o episódio e o impacto causado no jovem, que também convive com a progressão da doença.
Cotidiano e doença
O filme mostra Mattivi enquanto ele conclui os estudos de sociologia e se prepara para dedicar sua tese ao tema da morte. Quando criança, ele conseguia andar. Atualmente, usa cadeira de rodas, tem movimentos limitados nas mãos e na cabeça e passa muitas horas conectado a um ventilador.
A produção também retrata a rotina da família, que criou dois filhos com a doença. De acordo com Beltrami, tarefas simples, como levantar pela manhã, exigem horas de assistência. O documentário apresenta ainda a fé como parte da forma encontrada pela família para seguir em frente.
As filmagens ocorreram nos Dolomitas, cordilheira no norte da Itália onde Mattivi vive. O título faz referência ao verde dos pinheiros da região e à lava de um vulcão, imagem associada pela diretora à força e às transformações vividas pelo jovem.
Exibição na Califórnia
“Green Lava” foi exibido no Lumiere Music Hall, em Beverly Hills, Califórnia, de 18 a 24 de setembro, como parte da etapa de qualificação para consideração ao Oscar.
O filme foi produzido pelo Vaticano por meio da Emotions to Generate Change, em colaboração com Vatican News e Vatican Media. A iniciativa é a primeira vez que uma produção ligada à Santa Sé entra na competição do Oscar.
A obra não concorre oficialmente em nome do Vaticano. A categoria de Melhor Documentário de Curta-Metragem aceita produções independentes e não exige apoio formal de governo ou comitê nacional.








