PARIS — O cineasta chileno Patricio Guzmán morreu nesta terça-feira (15), aos 85 anos, após uma parada cardiorrespiratória em um hospital da capital francesa. A informação foi comunicada por sua esposa à AFP e confirmada por fontes próximas da família.
Guzmán passou grande parte da vida no exílio, especialmente em Cuba, Espanha e França. Sua produção inclui os documentários “A Batalha do Chile” e “Nostalgia da Luz”.
A trilogia “A Batalha do Chile”, filmada entre 1972 e 1973, retrata o governo do socialista Salvador Allende e sua derrubada em um golpe de Estado. As gravações dos três filmes continuaram até 11 de setembro de 1973, data do golpe que iniciou a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990. A obra estabeleceu as bases da cinematografia de Guzmán e é considerada entre os grandes documentários políticos da história.
Homenagens
O ex-presidente chileno Gabriel Boric (2022-2026) homenageou o cineasta nas redes sociais. Boric lembrou que Guzmán recebeu o Prêmio Nacional em 2023 e escreveu: “Parti um gigante. Tivemos a honra de reconhecê-lo em vida”.
O cineasta Miguel Littin, indicado ao Oscar por “Acontecimentos de Marusia” e “Alsino e o Condor”, também publicou uma homenagem no X. Para Littin, Guzmán “outorgou rosto e voz ao Chile e suas dores”.
O Ministério das Culturas chileno classificou o documentarista como “figura fundamental do cinema e da cultura nacional” em uma mensagem no Instagram. A pasta afirmou que a obra de Guzmán construiu um legado que ultrapassou as fronteiras do Chile e continuará em diálogo com as novas gerações.








