São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Mundo

El Niño pode reduzir PIB da América Latina em 2% em três anos

Relatório da Cepal estima impacto econômico, aumento da pobreza e perdas em setores como energia, pesca e agricultura.

El Niño pode reduzir PIB da América Latina em 2% em três anos
Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O fenômeno El Niño pode reduzir em pelo menos 2% o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina ao longo de três anos, estima a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). Metade do impacto deve ocorrer no primeiro ano.

A Cepal também calcula que os efeitos do fenômeno podem elevar a pobreza e atingir até 4,8 milhões de pessoas adicionais até o fim da década. Energia, pesca, agricultura e parte da infraestrutura estão entre os setores mais expostos.

Energia e pesca

Em vários países da região, mais de 70% da matriz elétrica depende de hidrelétricas, enquanto mais de 50% da capacidade instalada tem mais de 30 anos. O relatório prevê aumento da demanda por eletricidade para climatização em grandes metrópoles como São Paulo, Lima e Cidade do México, em períodos de menor disponibilidade hídrica. O cenário pode elevar o risco de cortes de energia e os custos operacionais.

As águas mais quentes também podem alterar a cadeia alimentar marinha e provocar a migração de espécies. Em episódios anteriores de Super El Niño, as capturas pesqueiras regionais caíram 52,7% entre 1972-1973 e 26,9% entre 1997-1998, conforme o relatório.

A agropecuária deve ser afetada principalmente pela ocorrência de secas. Para reduzir os danos, a Cepal recomenda investimentos na proteção de ativos e infraestruturas estratégicas, sistemas de alerta precoce e fundos de reserva, títulos de catástrofe e seguros.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5