Jornais e agências internacionais apontam que a eleição presidencial deste domingo (4) poderá influenciar a relação do Brasil com o governo de Donald Trump, o avanço da direita na América Latina e a escolha de integrantes de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF).
A disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro é apresentada como um confronto entre posições diferentes sobre política externa, segurança e a relação com os Estados Unidos. Uma vitória de Flávio ampliaria o grupo de governos latino-americanos alinhados a Trump, enquanto a reeleição de Lula manteria no comando um presidente que entrou em confronto com Washington em diferentes momentos nos últimos anos.
As análises também destacam o impacto regional da eleição. O Brasil é descrito como uma peça importante para definir até onde pode avançar a mudança política na América Latina, após vitórias recentes da direita em outros países. A votação foi classificada como um teste para o crescente bloco latino-americano pró-Trump e como a última batalha da guinada à direita impulsionada pelo presidente americano.
Na área de segurança, Flávio defende uma política mais próxima da adotada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais. O governo Trump incluiu o PCC e o Comando Vermelho na lista americana de organizações terroristas estrangeiras neste ano, decisão à qual o governo Lula se opôs.
Nomeações em instituições
Outro ponto destacado é o poder que o próximo presidente terá para preencher cargos em instituições consideradas importantes, entre elas o STF, o Banco Central e órgãos reguladores da economia.
Uma cadeira do STF está aberta desde que o Senado rejeitou, em abril, a indicação de Jorge Messias, ministro da AGU, feita por Lula. A vaga permanece aberta pelo período mais longo desde a redemocratização. O próximo presidente também poderá indicar outros ministros ao longo do mandato, conforme os atuais integrantes da Corte atinjam a idade da aposentadoria compulsória.








