A disputa presidencial no Brasil terá Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Com mais de 99,99% das urnas apuradas, Flávio registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%. A nova votação está marcada para 25 de outubro.
A repercussão internacional destacou o desempenho da direita brasileira e associou o resultado ao avanço de forças políticas alinhadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em países da América Latina. As análises também apontaram que Flávio superou as expectativas indicadas pelas pesquisas, que projetavam Lula na liderança no primeiro turno.
O resultado foi relacionado à possibilidade de uma mudança na orientação política do Brasil e ao impacto do país no cenário regional. Uma eventual vitória de Flávio foi apresentada como capaz de ampliar a influência dos Estados Unidos na América Latina. Já uma vitória de Lula foi associada à manutenção de uma distância maior em relação a Washington e ao aprofundamento das relações com a China.
Também houve destaque para as disputas estaduais e legislativas. O desempenho de candidatos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo e o avanço do Partido Liberal no Congresso foram citados como sinais da força da direita nas urnas.
Reações políticas
O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o resultado de Flávio e escreveu no X: “A liberdade avança no Brasil”. Ele parabenizou o candidato pela “eleição histórica” e manifestou expectativa de que os dois países trabalhem juntos.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou apoio a Flávio. A líder da oposição venezuelana María Corina Machado parabenizou o candidato e classificou a votação como uma “jornada democrática exemplar”.
O ex-presidente da Colômbia Iván Duque também cumprimentou Flávio, além de elogiar as instituições brasileiras e a participação dos eleitores. Nos Estados Unidos, a deputada republicana María Elvira Salazar afirmou que os brasileiros enviaram uma “mensagem retumbante” e defendeu uma mudança de direção no país.








