GAZA — A Escola da Sagrada Família reabriu em 15 de setembro, após quase três anos fechada, e recebeu aproximadamente 1.000 estudantes. A instituição é ligada à Paróquia da Sagrada Família, única igreja católica da Faixa de Gaza.
O pároco Gabriel Romanelli afirmou que a reabertura pode trazer “algum senso de normalidade” aos alunos e às famílias, embora a situação na região continue marcada pela destruição causada pela guerra. A escola foi preparada para funcionar como um ambiente limpo e seguro para crianças e professores afetados pelo conflito.
A guerra entre Gaza e Israel começou em 7 de outubro de 2023 e já provocou quase 74.000 mortes na Faixa de Gaza, de acordo com a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), que enviou uma delegação para avaliar as necessidades locais.
Estudantes e apoio psicossocial
A maioria dos alunos é muçulmana, segundo George Akroush, diretor do escritório de desenvolvimento de projetos do Patriarcado Latino de Jerusalém. Os cristãos correspondem a cerca de 13% dos estudantes. Antes do fechamento, cinco escolas cristãs atendiam a população de Gaza: três católicas, uma protestante evangélica e uma ortodoxa.
Com a reabertura, os estudantes cristãos passaram a estudar juntos em uma única escola cristã. Akroush disse que isso fortalece o senso de comunidade e mantém a Igreja próxima dos alunos.
A escola também incorporou um programa de apoio psicossocial para crianças e professores. Romanelli afirmou que muitos educadores estão traumatizados e que os alunos pediram a manutenção das atividades extracurriculares porque não têm atividades nem lugares para ir.
O padre também relatou que leva as famílias à praia aos domingos, depois da missa, apesar da presença de escombros na água. Ele disse esperar que a presença dos estudantes uniformizados mostre aos moradores que há um futuro para Gaza.








