FLORISSANT — O arcebispo de Baltimore, William Lori, afirmou que religiosas tiveram influência desproporcional sobre a sociedade americana nos últimos 250 anos. Ele elogiou o testemunho de pobreza evangélica de superioras maiores de congregações religiosas femininas e disse que a Igreja olha para elas com esperança.
Lori falou em 18 de setembro, em Florissant, Missouri, durante a Assembleia Nacional de 2026 do Conselho de Superioras Maiores de Religiosas Femininas. O encontro teve como tema “250 Anos de Liberdade: Filhas da Igreja de Uma Geração para a Próxima”.
O conselho reúne superioras maiores e vigárias de 112 comunidades religiosas em todos os Estados Unidos. Em seu discurso, o arcebispo afirmou que a história da fundação do país costuma destacar nomes como George Washington e Thomas Jefferson, mas que “o experimento americano teria sido muito diferente” sem a contribuição de milhares de religiosas.
Segundo Lori, elas ensinaram crianças, cuidaram de doentes, acolheram imigrantes, acompanharam moribundos e consolaram pessoas. Ele também questionou quem cuidou das vítimas de epidemias quando outros fugiram e quem ensinou valores como honestidade, sacrifício, disciplina e amor a Deus.
O arcebispo disse que as religiosas mudaram a nação porque primeiro permitiram que Cristo as mudasse. Para ele, há um paradoxo no fato de mulheres que fizeram votos de pobreza terem enriquecido comunidades e, ao renunciar à ambição mundana, exercerem grande influência sobre a sociedade.
Lori citou Santa Francisca Xavier Cabrini, que fundou escolas, hospitais e orfanatos ao redor do mundo, e a Serva de Deus Irmã Mary Thea Bowman, destacada por confrontar o racismo enquanto evangelizava sobre o amor de Cristo.
Ao final, o arcebispo pediu que as religiosas renovassem o compromisso com sua vocação. “O mundo precisa de mulheres que foram tomadas por Cristo”, afirmou.







